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Usinas produziram 1,5 bilhão de litros do combustível a menos em comparação com a safra passada. Números são registrados em meio a baixa de 7,3% na moagem da cana.

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Em quatro meses, as usinas do Centro-Sul do país acumulam uma produção 14,8% menor de etanol hidratado e uma queda de 7,6% no volume de açúcar produzido na safra 2021/2022, apontam dados divulgados nesta terça-feira (10) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Os recuos, segundo representantes do setor, são associados a fatores como uma moagem mais lenta, um rendimento menor da matéria-prima, também prejudicada recentemente por geadas em polos como a região de Ribeirão Preto (SP), além de maior demanda por etanol anidro – o que é usado na mistura da gasolina.

Etanol

As 255 indústrias do Centro-Sul em operação produziram, entre o início de abril e o final de julho, 8,83 bilhões de litros de etanol hidratado, combustível concorrente da gasolina, de acordo com a atualização quinzenal da Unica.

Isso corresponde a 1,5 bilhão a menos do que no mesmo período em 2020. Somente na última quinzena de julho, a queda foi de 21,9%.

O recuo pesou na produção total de etanol, que fechou com baixa de 3,41%, com 14,1 bilhões de litros.

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A queda só não foi maior porque foi compensada pela alta de 24,6% no etanol anidro, que fechou o quadrimestre com um volume de 5,2 bilhões de litros.

O subproduto usado na mistura da gasolina ajudou a manter, em alta de 5,94%, as vendas de etanol por parte das usinas, que destinaram, na atual safra, 9,68 bilhões de litros, em sua maior parte para o mercado interno.

Açúcar

Nos primeiros quatro meses da safra, a baixa também foi sentida no açúcar, que acumula 18,29 milhões de toneladas produzidas, 1,5 milhão a menos em comparação com o ano passado.

Somente na segunda quinzena de julho, a queda foi de 11,8%.

Moagem e produtividade em queda

Um dos fatores associados a esse cenário é a queda da moagem da cana. Entre abril e agosto, as usinas processaram 304,01 milhões de toneladas de matéria-prima, 23,98 milhões de toneladas a menos com relação ao mesmo período do ano passado. Na segunda quinzena de julho, a cana processada caiu 8,16%.

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Uma produção mais baixa já era esperada por especialistas desde o início do ano, que projetaram uma moagem total de 586 milhões de toneladas para toda a safra 2021/2022, 3,5% a menos do que no ciclo 2020/2021.

Outro indicador em queda é o de produtividade por hectare plantado. Segundo dados divulgados pela Unica, de 86,5 toneladas por hectare no ano passado, a produção caiu em média para 75,7 toneladas por hectare este ano, uma retração de 12,5%.

No acumulado da safra, a qualidade da cana colhida segue com um rendimento 1% maior em relação a 2020, mas registrou queda em julho, sobretudo por conta das geadas nas lavouras.

A concentração foi de 146,86 kg de açúcar totais recuperáveis (ATR) por tonelada de cana, número 0,9% menor do que o registrado no ciclo anterior, com 148,15 kg/tonelada.

“Mídia News”

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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

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Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.

Revisão contratual: prevenção e governança corporativa

Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.

“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.

Base legal e antecipação contratual

A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.

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No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.

“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.

Aplicação prática em diversos setores

A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.

Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.

“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.

Contratos flexíveis garantem resiliência

Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:

“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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