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Alimentação estratégica melhora a eficiência reprodutiva de ovinos
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Já ouviu falar em flushing? A técnica consiste em aumentar a quantidade de energia para melhorar a performance reprodutiva de ovelhas e é amplamente difundida entre ovinocultores de Mato Grosso do Sul. Este é um dos assuntos ensinados no curso Manejo Reprodutivo de Ovinos do Senar/MS e tema da editoria #Educaçãonocampo desta quarta-feira (26).
“Esta é uma estratégia nutricional que de 15 a 30 dias antes da estação de monta, fornece uma alimentação diferenciada para as ovelhas e se estende até 20 dias após a cobertura. Com isso, conseguimos aumentar a taxa de ovulação e consequentemente a quantidade de partos gemelares, ou seja, gestação múltipla”, explica a instrutora do Senar, Camile Sanches.
O alimento é um composto com 18% de proteína bruta e 76% de energia, fornecido na quantidade de 1 a 1,5% do peso corporal do animal.
Outra técnica ensinada na capacitação é o calendário do ovinocultor que pode ser ajustado por período comercial. “É possível produzir cordeiros em épocas de maior comercialização no mercado, ou até mesmo por facilidade de manejo, disponibilidade de alimentos e mão-de-obra. O produtor pode decidir a estratégia que melhor adeque ao seu sistema, como por exemplo fazer o planejamento para atender a demanda do período de festas”.
Alguns cuidados devem ser tomados no preparo de animais para o momento de monta como o status sanitário de machos e fêmeas que devem estar nutridos e saudáveis, identificação de animais com todos os eventos pelos quais tenham passado, descarte orientado de animais com baixo índice produtivo e gestão na alimentação que deve ter qualidade e quantidade adequada durante todo o período.
Quer saber mais sobre o tema? Faça um curso de Formação Profissional Rural do Senar/MS. Procure pelo sindicato rural do seu município.
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Agronegócios
Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio

