Agronegócios
10º empresário mais rico do Brasil tem patrimônio de R$ 30,5 bi e cresceu no agronegócio
Agronegócios
A revista Forbes divulgou ontem a lista dos maiores bilionários brasileiros em 2021 e, na décima colocação aparece um empresário que tem cinco fazendas no Cone Sul de Rondônia; segundo a publicação, o magnata dos fertilizantes, Alceu Elias Feldmann é dono de um patrimônio de R$ 30,5 bilhões.
Em 2019, a nossa reportagem entrevistou o homem que ajudou a erguer o patrimônio de Feldmann na região: o também pecuarista Nadir Razini falou sobre o império do agronegócio que fatura R$ 300 milhões por ano.
Razini também revelou outros números grandiosos: o total de gado abatido nas fazendas de Feldmann em Rondônia chegam a inacreditáveis 75 mil cabeças por ano.
Quem é o bilionário
Alceu Elias Feldmann é o presidente e fundador da Fertipar, uma das principais empresas de fertilizantes do Brasil e do mundo, que surgiu em 1980.
Nascido em Santa Catarina, Alceu Elias Feldmann começou a trajetória no ramo de fertilizantes, muito usados na zona rural, como vendedor.
Atualmente, o Grupo Fertipar é uma holding composta por 12 empresas, distribuídas em diversas cidades brasileiras.
A Fertipar tem se destacado nos últimos anos por crescer, mesmo diante das adversidades do agronegócio brasileiro. O segredo para o sucesso, de acordo com Alceu Elias Feldmann, é a agilidade, como declarou ao Globo Rural.
Natural de Santa Catarina, na região sul do Brasil, Alceu Elias Feldmann é formado em agronomia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Começou a trajetória profissional como vendedor de fertilizante na Ultrafértil.
Durante essa fase, morou em várias cidades brasileiras, o que o ajudou a entender a fundo como funcionava uma empresa de fertilizantes.
A Fertipar começou em 1980, em um armazém alugado, na cidade de Paranaguá.
O sucesso, devido a administração e localização privilegiada, foi instantâneo. Poucos anos mais tarde, a Fertipar era expandida para outras cidade e estados.
Em 1984, por exemplo, surge a Fertigran, em Minas Gerais. Já em 1985, é a vez da Fertilizantes Piratini, no Rio Grande do Sul.
Durante os anos 1990, Alceu Elias Feldmann expande o grupo pelo Nordeste. São criadas então os braços Fertine e Fertipar Bahia.
A ampliação na região Sudeste e Centro-Oeste aconteceu já na década de 2000. E o boom da soja foi essencial, já que a venda de fertilizante para o cultivo do alimento é o carro-chefe da Fertipar.
Desde seu surgimento em 1980, a média de crescimento do Grupo Fertipar é de 16% ao ano.
‘Folha do Sul’
Agronegócios
Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio

