Em segunda estimativa, especialistas apontam possível crescimento de 15,5% em relação à primeira pesquisa

Safra de grãos 2022/2023 pode atingir 313 milhões de toneladas

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AGRONEGÓCIOS

O volume da safra de grãos de 2022/2023 aumentou em 313 milhões de toneladas em uma segunda estimativa realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Impulsionada pela soja, a expectativa é de que atinja 42 milhões a mais, um crescimento de 15,5% em relação ao estimado anteriormente. 

O novo levantamento se deu devido ao aumento da área plantada de soja. Entre o total de 76,8 milhões de hectares no ciclo geral, 43,2 milhões desses hectares são destinados à soja. A expectativa é de que a produção alcance 153,5 milhões de toneladas.

De acordo com o especialista Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, uma das maiores empresas de fertilizantes do Brasil, “o principal fator do aumento da área de plantio é a assistência climática que favorece a expansão dos hectares para a colheita e prospecta um aumento no número de produção total da safra”.

O desenvolvimento das safras no país se dá de forma relativa considerando os estados. No Mato Grosso, considerado o maior produtor de soja, a lavoura segue em crescimento acelerado, enquanto estados como Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina a produção do grão segue em lentidão devido a fatores climáticos. 

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“Apesar de muitas irregularidades de chuvas durante o ano, a produção total de grãos conseguiu se manter. As divergências entre plantios e áreas de cultivo são diretamente afetadas pelo clima no dia a dia do cultivo, e é necessário manter pesquisas no radar para que especialistas e suas equipes saibam se adaptar cada vez melhor às inconveniências que o clima pode gerar nas plantações”, comenta Sodré.

Para outros grãos a perspectiva também diverge. O milho tem estimativa de 126,4 milhões de toneladas, mesmo com redução de 3,1% de área cultivada. Para o arroz e o feijão também são estimadas redução de área plantada, com a produção de arroz chegando a 1,5 milhões de toneladas e a de feijão atinge 2,9 milhões de toneladas com redução de área plantada em 2,7%. No cenário do trigo estima-se colheita de 9,5 milhões de toneladas, 23,7% maior do que o ciclo anterior.

“Portal do Agronegócio”

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Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA

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Relatório Agro Mensal indica queda nos preços, aumento da competitividade frente à carne bovina e riscos com conflitos no Oriente Médio

Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA
Preços do Frango Caem e Pressionam Margens da Avicultura

O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual.

Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva.

Redução no Custo da Ração Alivia, mas Não Sustenta Margens

Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais.

No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores.

Carne de Frango Ganha Competitividade Frente à Carne Bovina

Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor.

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Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Exportações Sustentam a Demanda Externa

O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações.

Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras.

Aumento da Oferta Também Influencia o Mercado

Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes.

Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo.

Oriente Médio Eleva Riscos para a Avicultura Brasileira

O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais.

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A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro.

Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços.

Energia e Custos de Produção Voltam ao Radar

A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos.

Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses.

Perspectivas: Cautela Diante de Incertezas

O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos;
  • Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja;
  • Ritmo de crescimento da oferta interna;
  • Desempenho das exportações e variação cambial.

Diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

Fonte: Portal do Agronegóciov

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