O avanço anual está abaixo do que foi observado nos últimos anos, em reflexo da desvalorização do grão e dos seus subprodutos nos últimos meses, o que está desmotivando maiores investimentos no incremento da área no estado até o momento

Imea prevê área de soja do MT em 12,22 milhões de ha para 2023/24

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AGRONEGÓCIOS

No mês de abril/23, o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea) realizou o primeiro levantamento junto aos informantes do mercado e produtores sobre as perspectivas para a temporada 2023/24 de soja em Mato Grosso. A estimativa para a próxima safra apresentou um pequeno incremento inicial na área de 0,76% no comparativo anual, ficando projetado em 12,22 milhões de hectares.

O avanço anual está abaixo do que foi observado nos últimos anos, em reflexo da desvalorização do grão e dos seus subprodutos nos últimos meses, o que está desmotivando maiores investimentos no incremento da área no estado até o momento.

No que se refere ao rendimento da oleaginosa, a estimativa foi projetada em 59,61 sacas/hectare, indicando um recuo inicial de 4,33% em relação à produtividade da safra 2022/23 (a maior da série histórica). Embora os rendimentos exibiram queda, é importante citar que neste primeiro momento as projeções ainda são limitadas, visto que alguns pontos que podem impactar no decorrer da safra ainda estão em aberto, como: condições climáticas, ocorrência de pragas e doença, incertezas dos investimentos para a próxima temporada – devido ao alto custo de produção e menores preços.

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Diante das primeiras premissas de área e produtividade, a produção da safra 2023/24 ficou prevista em 43,71 milhões de toneladas de soja, o que representa um recuo de 3,60% ante a safra 2022/23.

 

Safra 2022/23

O Imea realizou o último levantamento para a safra 22/23 de soja, trazendo a consolidação da área e do rendimento em Mato Grosso através de diferentes metodologias, como sensoriamento remoto, levantamento com informantes, pesquisa com produtores e modelos climáticos, aos quais auxiliaram nos indicadores finais. Os resultados do sensoriamento remoto apontaram um incremento para a área final da oleaginosa no estado, que ficou fechada em 12,12 milhões de hectares, aumento de 1,12% ante ao relatório anterior e 5,67% em relação ao observado na safra passada.

O recorde na área foi pautado pela valorização do preço da soja no mercado e a demanda aquecida no último ano, o que incentivou os produtores de Mato Grosso a destinar uma maior área para a temporada.

Em relação aos rendimentos, as boas condições climáticas durante o desenvolvimento das lavouras, principalmente com a normalização das chuvas em dez.22, que auxiliaram no alívio do estresse hídrico observado em algumas áreas do estado em nov.22. Além disso, a manutenção das precipitações e o longo período de luz auxiliou na recuperação fisiológica das plantas e no desenvolvimento do potencial produtivo das áreas tardias.

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Desse modo, a produtividade do estado foi consolidada em 62,31 sc/ha (recorde na série histórica do Instituto), aumento de 5,02% no comparativo anual. Com a consolidação da área e da produtividade, a produção da safra 2022/23 foi firmado em 45,32 milhões de toneladas de soja, representando uma alta de 10,98% ante a safra 2021/22, caracterizando mais uma safra recorde para o estado.

As informações constam na Estimativa de Safra do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola.

“Agência SAFRAS”

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Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA

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Relatório Agro Mensal indica queda nos preços, aumento da competitividade frente à carne bovina e riscos com conflitos no Oriente Médio

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Preços do Frango Caem e Pressionam Margens da Avicultura

O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual.

Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva.

Redução no Custo da Ração Alivia, mas Não Sustenta Margens

Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais.

No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores.

Carne de Frango Ganha Competitividade Frente à Carne Bovina

Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor.

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Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Exportações Sustentam a Demanda Externa

O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações.

Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras.

Aumento da Oferta Também Influencia o Mercado

Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes.

Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo.

Oriente Médio Eleva Riscos para a Avicultura Brasileira

O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais.

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A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro.

Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços.

Energia e Custos de Produção Voltam ao Radar

A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos.

Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses.

Perspectivas: Cautela Diante de Incertezas

O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos;
  • Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja;
  • Ritmo de crescimento da oferta interna;
  • Desempenho das exportações e variação cambial.

Diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

Fonte: Portal do Agronegóciov

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