A estimativa é do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que prevê em sua quinta projeção para 2022 um VBP de R$ 202,01 bilhões

Imea estima alta de 6,91% no valor bruto da produção de Mato Grosso para 2023

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O valor bruto da produção (VBP) de Mato Grosso para o ano de 2023 deve ficar em R$ 215,96 bilhões. A primeira estimativa aponta um avanço de 6,91% do indicador ante o previsto para o ano de 2022. Crescimento na produção agrícola e abate de bovinos devem puxar o resultado.

A estimativa é do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que prevê em sua quinta projeção para 2022 um VBP de R$ 202,01 bilhões.

Na cultura da soja é projetado um avanço de 3,58% no VBP mato-grossense para 2023, ante a quinta estimativa de 2022. Conforme o Imea, o salto deverá ser de R$ 100,63 bilhões para R$ 104,23 bilhões impulsionado pela expansão da área produtiva e condições climáticas favoráveis, além dos maiores patamares nos preços.

 

Área e produção aquecem VBP do milho e algodão

O aumento da produção de milho, em virtude da expansão da área, deve estimular um acréscimo de 12,49% no VBP do cereal, somado aos preços estimulados pela demanda aquecida do mercado externo e interno. As projeções apontam aumento de R$ 44,59 bilhões para R$ 50,16 bilhões.

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Já no algodão é previsto um aumento de 9,25% no VBP, de R$ 20,60 bilhões em 2022 para R$ 22,51 bilhões para 2023.

“Cenário pautado sobretudo, pela expansão da área produtiva, e consequentemente da produção. Apesar da redução no preço do caroço, as cotações valorizadas da pluma, decorrente da demanda externa aquecida, também contribuíram para o incremento no indicador”, pontua o Imea.

 

Abates de bovinos e suínos impulsionam pecuária

De acordo com o Imea, para a bovinocultura de corte foi projetada uma alta de 12,3% em 2023 no VBP, em relação a 2022, de R$ 25,97 bilhões para R$ 29,16 bilhões.

“Este cenário é reflexo do momento atual do ciclo da bovinocultura, em que se tem maior oferta de animais a serem enviados para o abate, aumentando a perspectiva de produção de carne no estado”, explica.

Para a suinocultura o avanço previsto na variação anual é de R$ 2 bilhões para R$ 2,18 bilhões, ou seja, alta de 8,79%. O Imea destaca que “Apesar da expectativa de leve alta nos abates no próximo ano, o resultado do VBP é puxado sobretudo pela estimativa de cotações maiores no próximo ano”.

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Ao contrário da bovinocultura de corte e suinocultura, no que tange ao setor avícola as perspectivas são de queda de 2,75% no VBP de 2023. O recuo de R$ 2,43 bilhões em 2022 para R$ 2,37 bilhões no próximo ano deverá seu pautado pela redução no número de animais abatidos, em decorrência da alta nos custos de produção que vem desestimulando a atividade no estado.

“AGÊNCIA UDOP”

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Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA

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Relatório Agro Mensal indica queda nos preços, aumento da competitividade frente à carne bovina e riscos com conflitos no Oriente Médio

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Preços do Frango Caem e Pressionam Margens da Avicultura

O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual.

Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva.

Redução no Custo da Ração Alivia, mas Não Sustenta Margens

Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais.

No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores.

Carne de Frango Ganha Competitividade Frente à Carne Bovina

Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor.

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Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Exportações Sustentam a Demanda Externa

O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações.

Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras.

Aumento da Oferta Também Influencia o Mercado

Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes.

Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo.

Oriente Médio Eleva Riscos para a Avicultura Brasileira

O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais.

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A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro.

Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços.

Energia e Custos de Produção Voltam ao Radar

A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos.

Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses.

Perspectivas: Cautela Diante de Incertezas

O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos;
  • Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja;
  • Ritmo de crescimento da oferta interna;
  • Desempenho das exportações e variação cambial.

Diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

Fonte: Portal do Agronegóciov

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