O setor agrícola é competitivo e exige excelência operacional para se manter à frente da concorrência.

Como o agronegócio se beneficia com a energia solar

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AGRONEGÓCIOS

Adicionar energia solar a uma propriedade rural não apenas melhora os resultados, mas também é ecologicamente correto. De fato, os telhados e terrenos nesses locais são tipicamente adequados para instalações solares, justamente pela quantidade de espaço disponível e pela ausência de obstáculos físicos que possam interferir na configuração da usina. No entanto, para implementar sistemas fotovoltaicos em fazendas, é preciso fazer certas considerações para que o projeto atinja seu potencial.

Logo de início, existem algumas questões gerais que todo novo proprietário de sistema fotovoltaico deve levar em consideração, como produção de energia, segurança e monitoramento. É importante comparar as soluções de sistemas fotovoltaicos para ver qual oferece mais valor. Por exemplo, em sistemas fotovoltaicos, cada painel solar tem um ponto de potência máxima individual. A geração de energia de cada módulo pode ser afetada por poeira e detritos, sombreamento parcial, neve, excrementos de pássaros e tolerância de fabricação.

Com muitos inversores fotovoltaicos padrão, o gerador solar mais fraco reduz o desempenho de todos os outros painéis. No entanto, soluções com otimização de nível de módulo permitem que cada equipamento produza sua própria energia máxima, eliminando assim as perdas de energia introduzidas pelos diferentes níveis de desempenho do painel.

A segurança é outra consideração importante. Em geral, os sistemas fotovoltaicos são seguros, confiáveis e não representam um perigo inerente a pessoas ou propriedades. No entanto, é importante lembrar que, durante o dia, os painéis e cabos fotovoltaicos são energizados com altas tensões. Para lidar com essas preocupações, regulamentos de segurança mais rigorosos estão sendo implementados por autoridades de incêndio, companhias de seguros e empresas de serviços públicos em todo o mundo.

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Pode ser um empreendimento caro atender aos mais altos padrões de segurança, mas, no entanto, existem algumas soluções fotovoltaicas que já incluem dispositivos de segurança incorporados e atendem a esses padrões sem custo extra. Uma solução que diminui a tensão nos fios sempre que a alimentação está desligada oferece maior segurança para ativos, gado, maquinário, estoque e pessoal.

Assim, um sistema fotovoltaico que oferece monitoramento em nível de módulo ajuda a proteger melhor os investimentos e fornece mais controle sobre o desempenho do sistema, oferecendo visibilidade total do desempenho do sistema e aumentando o tempo de atividade. Permite que os proprietários e instaladores do sistema recebam alertas pontuais sobre equipamentos com baixo desempenho e solicitem peças de reposição de forma rápida e fácil. Embora algumas soluções de monitoramento possam ser adicionadas a um custo extra, algumas são fornecidas gratuitamente durante a vida útil do sistema como parte dos custos do equipamento original.

As condições ambientais da indústria agrícola são particularmente difíceis. Isso exige que o equipamento que está sendo instalado seja excepcionalmente robusto. Uma das considerações ambientais mais importantes a ter em conta é a amônia. A produção de amônia na indústria agrícola é causada por fertilizantes e fezes de animais. Na presença de água ou umidade, a amônia cria vapores destrutivos que podem danificar o equipamento. Para garantir o funcionamento adequado dos sistemas fotovoltaicos, os componentes devem ser resistentes à corrosão causada pelo vapor de amônia.

A maioria dos fabricantes de inversores não recomenda a instalação de seus equipamentos em ambientes ricos em amônia, como áreas agrícolas. No entanto, as soluções de inversores de alta qualidade são normalmente testadas quanto à exposição à amônia, tanto em termos de resistência mecânica quanto de proteção contra entrada. Ao selecionar qualquer tipo de equipamento elétrico, é importante entender se os componentes provaram ser resistentes à corrosão por gases de amônia.

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Como quase todos os equipamentos para um sistema fotovoltaico em um ambiente agrícola estarão localizados no exterior, é importante garantir que o equipamento seja adequado para uso externo, especialmente no que diz respeito a uma ampla faixa de temperatura. Todos os equipamentos devem passar por testes de ciclo térmico e testes de queima.

Outras condições ambientais a serem consideradas para garantir o desempenho fotovoltaico em áreas agrícolas incluem poeira, água e umidade. Existem classificações internacionais, como IP65 e IP68, que definem o grau em que os equipamentos eletrônicos podem suportar a penetração de poeira de tempestades de areia ou poeira e penetração de água de irrigação ou chuva. Para que os inversores sejam duráveis em condições ambientais difíceis, é melhor que os inversores possam suportar as condições definidas pela classificação IP65, enquanto a eletrônica de potência em nível de módulo deve atender ao padrão mais rigoroso de IP68.

Se todos esses fatores forem levados em consideração, adicionar um sistema fotovoltaico é uma excelente oportunidade para reduzir os gastos com eletricidade que impactam na indústria agrícola. Isso pode ser especialmente importante para se proteger contra a imprevisibilidade da renda agrícola anual e o aumento dos preços da energia.

Daniel Huber é Vice-presidente e Gerente Geral da SolarEdge para LATAM, APAC e EMEA

“Portal do Agronegócio”

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Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA

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Relatório Agro Mensal indica queda nos preços, aumento da competitividade frente à carne bovina e riscos com conflitos no Oriente Médio

Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA
Preços do Frango Caem e Pressionam Margens da Avicultura

O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual.

Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva.

Redução no Custo da Ração Alivia, mas Não Sustenta Margens

Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais.

No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores.

Carne de Frango Ganha Competitividade Frente à Carne Bovina

Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor.

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Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Exportações Sustentam a Demanda Externa

O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações.

Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras.

Aumento da Oferta Também Influencia o Mercado

Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes.

Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo.

Oriente Médio Eleva Riscos para a Avicultura Brasileira

O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais.

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A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro.

Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços.

Energia e Custos de Produção Voltam ao Radar

A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos.

Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses.

Perspectivas: Cautela Diante de Incertezas

O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos;
  • Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja;
  • Ritmo de crescimento da oferta interna;
  • Desempenho das exportações e variação cambial.

Diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

Fonte: Portal do Agronegóciov

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