O mercado brasileiro de milho registrou forte queda nos preços ao longo de maio, influenciado pela boa disponibilidade de oferta e pelo fraco interesse na ponta compradora

Com negócios fracos e boa oferta, preços do milho têm forte queda em maio

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De acordo com a SAFRAS Consultoria, em alguns estados os preços até estabilizaram na última semana de maio, mas o viés negativo persistiu no balanço do mês.

A perspectiva de clima ainda favorável para a safrinha de modo geral e a expectativa da entrada de um grande volume de milho no mercado influenciaram o movimento de baixa nas cotações. Nos Estados Unidos, a expectativa de curto prazo indicando um tempo mais seco influenciou os preços na Bolsa de Chicago e fez com que os preços tivessem uma recuperação, o que inibiu um pouco a fixação de oferta por parte dos produtores próximo ao final do mês e evitou um maior movimento de queda nos preços.

Para a SAFRAS Consultoria, o foco de atenção do mercado ao longo de junho estará centrado no clima, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, bem como no fator câmbio, que será determinante para a definição da paridade de exportação do cereal até o final do ano.

O valor médio da saca de milho foi cotado a R$ 54,49 no final de maio, 14,83% aquém dos R$ 63,97 registrados no encerramento de abril. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi cotado a R$ 55,00, queda de 12,70% frente aos R$ 63,00 praticados no final de abril na base de venda. Em Campinas/CIF, a cotação ficou em R$ 58,00, retração de 14,71% frente aos R$ 68,00 praticados no fechamento do quarto mês do ano. Na região Mogiana paulista, o cereal fechou maio cotado a R$ 53,00, 15,87% abaixo dos R$ 63,00 a saca indicados no encerramento de abril.

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Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação da saca baixou de R$ 57,00 no encerramento de abril para R$ 50,00 no fechamento de maio, perda de 10,71%. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço no balanço mensal retrocedeu 11,43%, de R$ 70,00 para R$ 62,00 a saca na venda.

Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda no mês retrocedeu 19,35%, de R$ 62,00 para R$ 50,00 a saca. E em Rio Verde, Goiás, o preço na venda retrocedeu 16,67% ao longo de maio, de R$ 60,00 para R$ 50,00 a saca.

 

Exportações de milho seguem enfraquecidas em maio

As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 127,839 milhões em maio (22 dias úteis), com média diária de US$ 5,810 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 384,884 mil toneladas, com média de 17,494 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 332,20.

Em relação a maio de 2022, houve baixa de 65,9% no valor médio diário da exportação, retração de 64,6% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 3,6% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

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“Agência SAFRAS”

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Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA

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Relatório Agro Mensal indica queda nos preços, aumento da competitividade frente à carne bovina e riscos com conflitos no Oriente Médio

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Preços do Frango Caem e Pressionam Margens da Avicultura

O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual.

Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva.

Redução no Custo da Ração Alivia, mas Não Sustenta Margens

Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais.

No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores.

Carne de Frango Ganha Competitividade Frente à Carne Bovina

Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor.

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Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Exportações Sustentam a Demanda Externa

O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações.

Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras.

Aumento da Oferta Também Influencia o Mercado

Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes.

Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo.

Oriente Médio Eleva Riscos para a Avicultura Brasileira

O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais.

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A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro.

Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços.

Energia e Custos de Produção Voltam ao Radar

A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos.

Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses.

Perspectivas: Cautela Diante de Incertezas

O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos;
  • Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja;
  • Ritmo de crescimento da oferta interna;
  • Desempenho das exportações e variação cambial.

Diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

Fonte: Portal do Agronegóciov

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