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Mato Grosso Recebe Encontro sobre Fortalecimento da Pecuária Legal e Responsável

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Cuiabá sedia a segunda edição dos “Diálogos Boi na Linha”, com especialistas debatendo legalidade, rastreabilidade e inclusão no setor

A cidade de Cuiabá, no Mato Grosso, será o palco da segunda edição dos “Diálogos Boi na Linha”, um evento que ocorrerá no dia 23 de outubro, no Cenarium Rural. Com enfoque na transparência, legalidade e inclusão, o encontro visa abordar os desafios e oportunidades na bovinocultura do estado, proporcionando um espaço para a troca de experiências e a construção coletiva de soluções.

O evento terá início às 8h30 e contará com quatro painéis temáticos: “Programa Boi na Linha” (Mesa 1); “Pecuária no Mato Grosso, mercado doméstico e internacional” (Mesa 2); “A importância da rastreabilidade na pecuária para acessar novos mercados e agregar valor” (Mesa 3); e “Reinserção dos produtores na cadeia do Mato Grosso” (Mesa 4).

Na Mesa 1, os participantes irão explorar a evolução histórica do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) até a criação do Programa Boi na Linha, uma iniciativa lançada pelo Imaflora em 2019. O programa visa articular os elos da cadeia produtiva da carne e do couro na Amazônia Legal, promovendo o cumprimento dos compromissos socioambientais estabelecidos pelos frigoríficos junto ao Ministério Público Federal. Além disso, o programa é responsável pela harmonização dos critérios de monitoramento e auditoria dos fornecedores de gado na região. Os painelistas apresentarão os avanços realizados em conformidade com o Código Florestal e as exigências de um mercado que demanda maior transparência.

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Entre os convidados da Mesa 1, estarão o Procurador da República no Amazonas e Coordenador do Grupo de Trabalho Amazônia Legal, Dr. Rafael da Silva Rocha; a Diretora Executiva do Instituto Mato-grossense de Carne (Imac), Paula Queiroz; o Presidente do Sindicato dos Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo), Paulo Bellincanta; e a Analista Sênior de Cadeias Agropecuárias na Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, Cintia Cavalcanti.

A Mesa 2 irá explorar a situação da pecuária bovina no estado e as oportunidades no mercado nacional e internacional, com foco nos relevantes importadores europeus e chineses de carne e couro de Mato Grosso. Os especialistas discutirão iniciativas e programas que visam promover uma pecuária mais sustentável e inclusiva.

Participarão dessa mesa o Vice-presidente da Federação da Agricultura de Mato Grosso (Famato), Amarildo Merotti; Paulo Bellincanta (Diretor do Frigorífico Frialto); a Gerente de Soluções ESG na Serasa Experian, Talita Asano; e o Líder da National Wildlife Federation no Brasil (NWF), Francisco Beduschi.

A Mesa 3 abordará a importância da rastreabilidade na pecuária para acessar novos mercados e agregar valor. Os painelistas discutirão iniciativas em desenvolvimento que visam garantir o rastreamento da carne e do couro bovino, tanto para fins sanitários quanto socioambientais, e como Mato Grosso pode liderar essa agenda.

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Os convidados dessa mesa incluem o Presidente da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Francisco de Castro; a auditora Fiscal Federal Agropecuária da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (SDA-MAPA), Andrea Perez; o consultor Ricardo Andrade; e o Diretor de Parcerias Estratégicas em Pecuária na The Nature Conservancy, Fabio Medeiros.

Para encerrar o evento, a Mesa 4 discutirá os desafios da regularização ambiental no estado e apresentará iniciativas como o Programa de Reinserção e Monitoramento (PREM) e a Cédula de Produto Rural (CPR) Recupera, que visam desbloquear propriedades rurais e facilitar o acesso ao crédito.

Este painel contará com a presença da Secretária Adjunta de Gestão Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso, Luciane Bertinatto; o representante da Central Sicredi Centro Norte, Osvaldo Biazi; o Diretor Técnico da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Francisco Manzi; e a gerente de Projetos da Produzindo Certo, Cristhiane Simioli.

“Os Diálogos Boi na Linha proporcionam um espaço essencial para discutir colaborativamente os desafios e oportunidades da bovinocultura em Mato Grosso. Nosso compromisso é assegurar que o desenvolvimento da cadeia da carne e do couro ocorra de maneira transparente, respeitando a legalidade e promovendo a inclusão socioambiental na região”, afirma o gerente de Projetos do Imaflora, Lisandro Inakake de Souza.

 

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Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA

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Relatório Agro Mensal indica queda nos preços, aumento da competitividade frente à carne bovina e riscos com conflitos no Oriente Médio

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Preços do Frango Caem e Pressionam Margens da Avicultura

O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual.

Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva.

Redução no Custo da Ração Alivia, mas Não Sustenta Margens

Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais.

No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores.

Carne de Frango Ganha Competitividade Frente à Carne Bovina

Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor.

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Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Exportações Sustentam a Demanda Externa

O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações.

Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras.

Aumento da Oferta Também Influencia o Mercado

Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes.

Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo.

Oriente Médio Eleva Riscos para a Avicultura Brasileira

O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais.

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A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro.

Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços.

Energia e Custos de Produção Voltam ao Radar

A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos.

Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses.

Perspectivas: Cautela Diante de Incertezas

O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos;
  • Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja;
  • Ritmo de crescimento da oferta interna;
  • Desempenho das exportações e variação cambial.

Diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

Fonte: Portal do Agronegóciov

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