Entidades estimam exportação total do ano entre 40 e 43 milhões de toneladas

Brasil exportou 7,5 milhões de toneladas de milho em agosto, 74% mais do que em agosto/21

Publicado em

AGRONEGÓCIOS

O Brasil exportou 7.553.854,7 toneladas de milho não moído (exceto milho doce) ao longo de todo o mês de agosto, de acordo com o relatório divulgado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).     

Sendo assim, o volume acumulado nos 23 dias úteis do mês representa 74,22% a mais do total de 4.335.763 toneladas que foram exportadas durante todo o mês de agosto de 2021.     

Com isso, a média diária de embarques ficou em 328.428,5 toneladas, o que na comparação ao mesmo período do ano passado, representa elevação de 66,6% com relação as 197.080,1 do mês de agosto de 2021.  

Somente no período entre janeiro e julho de 2022, foi observado um crescimento de 85,7% no comparativo do volume acumulado das vendas externas de milho no mesmo período do ano anterior.      

“O movimento está relacionado à dificuldade da China em internalizar as cerca de 10 milhões de toneladas do grão que normalmente eram trazidas da Ucrânia, além da incidência de pragas nas lavouras que o país asiático tem enfrentado. Além disso, em razão de intempéries climáticas, as estimativas de produção de milho na Europa foram reduzidas em quase cinco milhões de toneladas, indicando que a demanda pelo produto do Brasil deverá aumentar”, destaca a Conab em nota divulgada em agosto.  

Leia Também:  Homem agride filho de 8 anos e diz para ele não "ser viado"

Já para todo o ciclo, a Anec projeta exportações brasileiras de milho em 43 milhões de toneladas, contra as 41 esperadas pela StoneX e 40 milhões estimadas pela Germinar Corretora.   

As perspectivas são de ainda mais exportações nos próximos meses, especialmente com o advindo da China chegando ao mercado brasileiro para importar o milho nacional.  

“Nós sabemos do apetite chines e se eles vierem não vai ser para comprar poucos volumes. O Brasil já deve exportar muito em 2022 e isso tende a aumentar ainda mais essa demanda”, afirma o diretor da Pátria Agronegócios, Cristiano Palavro.  

Em termos financeiros, o Brasil arrecadou um total de US$ 2,061 bilhões no período, contra US$ 832,741 milhões de todo agosto do ano passado. O que na média diária, deixa o atual mês com aumento de 136,8% ficando com US$ 89,652 milhões por dia útil contra US$ 37,851 milhões no último mês de agosto.        

Outra elevação apareceu no preço por tonelada obtido, que subiu 42,1% no período, saindo dos US$ 192,10 no ano passado para US$ 273,00 neste mês de agosto.

Leia Também:  Valor Bruto da Produção de 2023 é projetado em R$ 1,2 trilhão, com crescimento de 4,7%

“Portal do Agronegócio”

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIOS

Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA

Publicados

em

Relatório Agro Mensal indica queda nos preços, aumento da competitividade frente à carne bovina e riscos com conflitos no Oriente Médio

Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA
Preços do Frango Caem e Pressionam Margens da Avicultura

O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual.

Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva.

Redução no Custo da Ração Alivia, mas Não Sustenta Margens

Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais.

No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores.

Carne de Frango Ganha Competitividade Frente à Carne Bovina

Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor.

Leia Também:  Com feriado se aproximando, Brasil deve ter dia de poucos negócios de café

Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Exportações Sustentam a Demanda Externa

O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações.

Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras.

Aumento da Oferta Também Influencia o Mercado

Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes.

Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo.

Oriente Médio Eleva Riscos para a Avicultura Brasileira

O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais.

Leia Também:  Homem que teve pênis amputado pela esposa faz primeira visita na cadeia após reatar relacionamento; saiba detalhes

A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro.

Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços.

Energia e Custos de Produção Voltam ao Radar

A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos.

Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses.

Perspectivas: Cautela Diante de Incertezas

O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos;
  • Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja;
  • Ritmo de crescimento da oferta interna;
  • Desempenho das exportações e variação cambial.

Diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

Fonte: Portal do Agronegóciov

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA