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Senado pode votar hoje volta do DPVAT que liberaria R$ 15 bi ao governo

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A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado deve votar hoje (30) o projeto de lei que recria o seguro para vítimas de acidente de trânsito, o DPVAT (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), extinto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O texto já passou pela Câmara e, se aprovado na CCJ do Senado, ainda precisa ser votado no plenário da Casa. Só depois ele vai para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O projeto é relatado pelo líder do governo, Jaques Wagner (PT), e amplia espaço para gastos da União. No texto, há um trecho que permite a antecipação de R$ 15,7 bilhões em despesas.

As outras unidades da federação também podem se beneficiar. O projeto prevê o repasse de até 40% do valor arrecadado com o DPVAT para estados e municípios que tenham serviço municipal ou metropolitano de transporte público coletivo.

Se for aprovada, a cobrança do seguro retornará como condição obrigatória para o licenciamento de veículos, o que ocorria até o fim de 2020. A regra também valerá para transferência de propriedade e baixa de registro de veículos.

A proposta estabelece ainda que a gestão do seguro continuará sob responsabilidade da Caixa Econômica Federal. O banco estatal assumiu a administração em 2021, depois que o consórcio de seguradoras privadas que geria o DPVAT foi dissolvido.

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Manobra para aumentar gastos

A entrada de uma nova fonte de recursos vai permitir ao governo liberar gastos adicionais em relação à previsão inicial do Orçamento.

A concessão atende a uma regra do arcabouço fiscal, pela qual a reavaliação do Orçamento só poderia acontecer depois do 2º bimestre. A manobra do DPVAT permitirá antecipar a flexibilização, após a divulgação do 1º relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas.

Negociação com o Congresso

O projeto seria votado na CCJ na última quarta (24), mas foi retirado da pauta a pedido do relator, Jaques Wagner. O movimento aconteceu em meio às negociações sobre a realização de uma sessão do Congresso, no mesmo dia, para analisar os vetos do presidente Lula às emendas de comissão no Orçamento, cronograma de pagamentos na LDO e o das “saidinhas” dos presos.

A aprovação do DPVAT foi negociada mediante a devolução dos R$ 5,6 bilhões em emendas de comissão vetados por Lula. O governo tenta construir um acordo para recompor cerca de R$ 3,6 bilhões. O valor também será utilizado para custear o vale-gás e retomar a emissão de passaportes.

Wagner manteve as mudanças aprovadas pela Câmara em relação ao texto original, como a ampliação do rol de despesas cobertas pelo novo seguro.

O que estará incluído no novo DPVAT

Se aprovado, o novo DPVAT vai reembolsar despesas com serviços funerários e reabilitação de vítimas de acidentes. A proposta também mantém as indenizações por morte e invalidez permanente (total ou parcial).

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Já as despesas médicas serão reembolsadas com condições. As chamadas DAMs (Despesas de Assistência Médicas e Suplementares) só terão reembolso se não estiverem disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no município de residência da vítima.

O texto não define os valores das indenizações, mas estabelece que eles serão estipulados pelo CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados).

Pelo antigo DPVAT, nos casos de morte, os herdeiros da vítima eram indenizados em R$ 13,5 mil. O valor também era o limite para indenizações por invalidez permanente. O seguro garantia ainda reembolso de até R$ 2,7 mil com as DAMS devidamente comprovadas.

E quanto vai custar?

Os valores do DPVAT ainda não foram definidos, pois dependem “das coberturas que serão aprovadas pelo Legislativo, além do percentual de repasses para o SUS e para o Coordenador do Sistema Nacional de Trânsito”. A informação é da Susep (Superintendência de Seguros Privados), autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda.

Em 2020, último ano de vigência do DPVAT, o prêmio do seguro para carros de passeio era de R$ 5,23 e de R$ 12,30 para motos.

Portal Grande Ponto / Com informações do UOL

 

 

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Colíder: Vereador Bruno Patriota é flagrado usando vaga de estacionamento reservada para idosos

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Por Joel Teixeira

O vereador Bruno Ferreira da Silva (PL) conhecido como Bruno Patriota, foi fotografado e filmado ao usar uma vaga de carro para idosos no estacionamento público da Câmara Municipal de Vereadores de Colíder, a 156 km de Sinop, na manhã dessa quarta-feira (13).

O fato chamou a atenção de transeuntes e, um deles fotografou o carro do vereador na vaga reservada. Bruno também foi filmado quando entrava no veículo para ir embora. Conforme a fonte do TV Notícias, o carro, um gol branco, placas de Colíder, QBS 8849 permaneceu no local por aproximadamente três horas, das 8h às 11h.

O espaço está claramente sinalizado, com pintura azul e o símbolo de acessibilidade, reservado por lei apenas a condutores que portem credencial oficial emitida pelos órgãos de trânsito — algo que, segundo testemunhas, não estava visível no automóvel.

Carro de Bruno Patriota estacionado na vaga para idodos em frente à Câmara Municipal de Vereadores de Colíder 

Infração gravíssima

A infração é categorizada como gravíssima, de acordo com o Art. 181, inciso XVII do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A penalidade inclui multa, perda de 7 pontos na CNH e até remoção do veículo.

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O TV Notícias apurou que todos os vereadores de Colíder possuem vagas exclusivas de garagem, cobertas e reservadas nos fundos da Câmara.

Um munícipe que trabalha próximo ao local do fato e, também presenciou a infração, consultado pela nossa reportagem para checagem dessa  denúncia, disse estar “desapontado” com a ação do vereador Bruno Patriota:

“Recentemente, um servidor público da mesma Casa foi exposto nas redes sociais por criticar a fiscalização da Guarda Civil Municipal – GCM. Aparentemente, questionar as falhas do sistema é passível de constrangimento, mas descumpri-lo, não.

Fica o questionamento, o vereador Bruno Patriota está acima da lei? Ou a lei ainda vale para todos? 

 A população cobra coerência, integridade e responsabilidade de seus representantes. O silêncio das autoridades diante de um flagrante tão simbólico será mais barulhento que qualquer justificativa,” disse.

Momento em que Bruno Patriota entra no carro e sai da Câmara

O outro lado

A nossa reportagem entrou em contato com Bruno Patriota, ele afirmou que estacionou o carro na vaga para idoso porque tinha pressa: “Eu não fiquei esse tempo que disseram, foi pouco tempo. Havia duas vagas para idosos, estacionei em uma, para resolver um problema de saúde de uma pessoa que está na UTI no Hospital Regional de Colíder – HRCOL, fui falar com o Presidente. Já pedi à Presidência da Câmara, apuração de todo o fato e vou tomar providências,” disse.

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