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Pasta informa que material para análise será coletado hoje

Sorriso tem um caso suspeito de varíola dos macacos, informa Secretaria

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SAÚDE

Sorriso tem um caso suspeito da varíola dos macacos. Trata-se de um paciente que chegou de viagem de região com registro de casos confirmados e que procurou atendimento ontem (03) em um ambulatório médico particular.

Assim que a Secretaria de Saúde e Saneamento recebeu a informação, imediatamente entrou em contato com a equipe e tomou as medidas necessárias para dar continuidade ao atendimento, com ações como coleta de material e acompanhamento. A coleta do material para exame será realizada nesta quinta-feira (04). Após isso será feita a notificação oficial do caso suspeito à Secretaria de Estado de Saúde.

Coordenadora de Vigilância em Saúde, a enfermeira Taynná Vacaro, pontua que o paciente realizou procedimento indicado para casos suspeitos. “O paciente está bem, mas como existe a possibilidade diante dos sintomas e de ter vindo de uma área com casos confirmados, vamos fazer a coleta de material e seguir monitorando. Vale lembrar que a pessoa fez o procedimento correto para esses casos: assim que percebeu um sintoma procurou imediatamente um serviço de saúde para comunicação e atendimento”, explica.

A enfermidade apresenta entre os principais sintomas febre súbita, forte e intensa, dor de cabeça (cefaleia), náusea, exaustão, cansaço, aparecimento de inchaços na região do pescoço, axilas, e também na região perigenital, além de feridas ou lesões pelo corpo.

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Taynná reforça que é preciso estar atento aos sintomas, principalmente quem esteve em viagem para regiões com casos já registrados ou ainda, teve contato com pessoas com lesões de pele ou lesão na área genital. “Caso perceba um desses sintomas e tenha ciência do contato, o indicado é procurar uma unidade de saúde ou a UPA; as equipes estão preparadas para o atendimento”, diz. Segundo a coordenadora, folders sobre como agir e onde buscar informações serão disponibilizados em lugares de grande fluxo como o Aeroporto Regional e a Rodoviária Municipal.

A enfermeira destaca que a contaminação se dá principalmente no contato pele/pele. “Mas além disso, a contaminação também pode ocorrer por meio de secreções ou do compartilhamento de objetos de pessoas contaminadas”, acrescenta. E a melhor forma de prevenção é evitando contato direto com pessoas contaminadas. “Se você tem suspeita ou sabe que aquela pessoa está contaminada, o recomendado é evitar o contato direto pois o período de transmissão da doença se encerra somente quando as crostas das lesões desaparecem”, explica.

Conforme o gestor da Semsas, Sílvio  Stolfo, um plano de contingência foi elaborado pelo Município, o plano inclusive, já foi apresentado aos membros do Conselho Municipal de Saúde. Silvio frisa que qualquer paciente com caso suspeito pode e deve procurar qualquer uma das Unidades Básicas de Saúde ou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) sara Akemi Ichicava para consulta e acompanhamento. O secretário destaca que a partir da análise clínica dos sintomas, o paciente é encaminhado para testagem, feita no Estado pelo Lacem Mato Grosso e monitoramento dos sintomas e da rede de contatos.

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No país

Para monitorar os casos e dar o apoio necessário, o Ministério da Saúde criou a sala de monitoramento em 23 de maio. No dia 07 de junho foi confirmado o primeiro caso no país. O primeiro óbito foi registrado no país no dia 28 de julho.  Trata-se de um paciente do sexo masculino, de 41 anos de idade, imunossuprimido, com outras comorbidades relevantes e histórico de tratamento quimioterápico.

Até o momento, mais de 19 mil casos foram confirmados em 76 países, onde a doença não é endêmica. Segundo o Ministério da Saúde, até ontem, dia 02 de agosto, 1.369 casos foram registrados no país.

O que é a Monkeypox

A varíola dos macacos foi diagnosticada e identificada pela primeira vez no século passado, na década de 60, e leva o nome de Monkeypox porque foi identificada pela primeira vez na espécie, dessa forma ficou conhecida no mundo científico como “varíola dos macacos”.

“Portal Sorriso”

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SAÚDE

Anvisa recebe pedido de registro para teste de varíola dos macacos

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu o segundo pedido de registro de kit para teste para monkeypox, a varíola dos macacos. O pedido é para o produto Monkeypox Virus Nucleic Acid Detection Kit e foi apresentado pela empresa Comércio e Indústria de Produtos Médico-Hospitalares e Odontológicos Ltda (CPMH).

De acordo com a agência reguladora, o pedido foi solicitado no dia 2 de agosto e já está em análise pela equipe técnica. Anteriormente, a Anvisa já havia o pedido de registro da empresa Biomédica. A solicitação foi analisada e a reguladora emitiu exigência, que é um pedido de informações e dados necessários para a conclusão da análise pela equipe técnica.

O processo do registro envolve avaliar fabricação, confiabilidade dos resultados e efetividade para o diagnóstico.

Diagnóstico

De acordo com a Anvisa, atualmente o diagnóstico da monkeypox no país é feito por meio de ensaios moleculares de PCR com metodologia desenvolvida pelo próprio laboratório de análise clínica, com base em protocolos validados. Essa forma de atuação está regulamentada e é equivalente à aplicada por diferentes países, principalmente quando ocorre epidemia por agentes etiológicos emergentes.

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Situação no país

Segundo dados do Ministério da Saúde, até ontem (5), 2004 casos de varíola dos macacos foram registrados no país. A pasta acompanha outros 1.962 casos. Até o momento, uma morte foi confirmada pela doença, em Minas Gerais. 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou no início da semana  que o Brasil receberá, por intermédio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o antiviral Tecovirimat para “reforçar o enfrentamento ao surto” de varíola dos macacos. 

“EBC”

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