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Covid-19: ministério recomenda suspensão da vacinação de adolescentes

Publicado em

SAÚDE

Por Luciano Nascimento

O Ministério da Saúde revisou a recomendação de vacinação de adolescentes contra a covid-19. Em nota técnica publicada ontem (15) pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, o ministério passou a recomendar a vacinação apenas para os adolescentes entre 12 e 17 anos que tenham deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade.

Uma nota técnica anterior da pasta, também de setembro, recomendava que a imunização dos adolescentes tivesse início ontem (15), com a ressalva de que os que não apresentassem comorbidades deveriam ser os últimos a ser vacinados.

A pasta citou, entre outros argumentos para revisar a recomendação, o fato de que os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos e que a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda imunização de adolescentes com ou sem comorbidades.

A OMS, entretanto, não chegou a afirmar que a imunização de adolescentes não deveria ser realizada. Em vídeo publicado em junho, a organização disse apenas que, neste momento, a vacinação de adolescentes entre 12 e 17 anos não é prioritária.

O ministério também argumentou que a decisão foi tomada devido ao fato de a maioria dos adolescentes sem comorbidades acometidos pela covid-19 apresentarem evolução benigna da doença.

Outro ponto levantado foi o de que houve uma redução na média móvel de casos e óbitos (queda de 60% no número de casos e queda de mais de 58% no número de óbitos por covid-19 nos últimos 60 dias) com melhora do cenário epidemiológico.

Após a publicação da nota, algumas cidades anunciaram a suspensão da vacinação de adolescentes, entre elas, as prefeituras de Natal (RN) e Salvador (BA). Agora há pouco, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, decidiu seguir a recomendação do ministério e também suspendeu a imunização de adolescentes na capital federal.

Atualmente, apenas a vacina da Pfizer/Biontech tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso em adolescentes a partir de 12 anos.

matéria corrigida às 14h19 para correção de data de publicação da nota técnica

‘EBC” 

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Covid-19

Reforço com vacina diferente é mais eficaz contra vírus, diz estudo

Publicados

em

Por R7

Cientistas dos Estados Unidos pesquisaram a eficácia do reforço da imunização contra a Covid-19 de forma homóloga (mesma vacina) e heteróloga (vacina diferente) dos três fármacos aplicados por lá: Janssen, Pfizer e Moderna. O estudo mostra que a aplicação do reforço de farmacêuticas diferentes apresenta melhor resposta imune, na comparação com a dose extra do mesmo produto. A pesquisa foi publicada em pré-impressão no site medRixv, na quarta-feira (13), e ainda precisa da validação de outros cientistas. 

O ensaio foi feito com 458 voluntários, em dez lugares dos EUA, e em duas fases de pesquisa clínica. Todos os participantes receberam uma das três vacinas e não tinham sido infectados pelo Sars-CoV-2, pelo menos 12 semanas após a imunização completa. Desses, 154 pessoas receberam reforço da Moderna; 150, da Janssen; e 154, da Pfizer.

Os resultados primários, apresentados de 15 a 29 dias após a aplicação, indicaram que, com qualquer combinação de vacinas, o reforço aumentou a produção de anticorpos neutralizantes de 4,2 a 76 vezes e a produção de anticorpos de ligação de 4,6 a 56 vezes. Com imunizantes iguais a produção de anticorpos de ligação cresceu de 4,2 a 20 vezes. Já com doses diferentes o aumento foi de 6,2 a 76 vezes mais eficaz.

Os anticorpos neutralizantes destroem o vírus. Os anticorpos de ligação se unem ao vírus, mas não o matam nem evitam a infecção. Em vez disso, alertam o sistema imunológico sobre a presença da célula estranha e leucócitos são enviados para destruí-la. 

O surgimento da variante Delta e a queda da imunidade após seis meses do esquema vacinal completo levantaram a questão sobre as doses de reforço para conter a pandemia. Na maioria dos países, elas estão autorizadas para idosos e imunodeprimidos.

No Brasil, o Ministério da Saúde orienta que a aplicação extra seja, de preferência, com a Pfizer, independentemente do produto usado antes. A indicação do FDA (agência reguladora nos EUA), no entanto,  é que o reforço seja do mesmo laboratório. 

Janssen

A vacina produzida pela Johnson & Johnson é a única aplicada em dose única. Porém, no fim de agosto, a farmacêutica apresentou um estudo indicando que a aplicação de uma segunda vacina resultou em níveis de anticorpos de ligação nove vezes superiores aos níveis vistos 28 dias depois de as pessoas receberem a primeira dose.

Diante disso, a empresa pediu autorização à agência reguladora dos EUA para uso emergencial do reforço em todas as pessoas acima de 18 anos e que receberam a dose única. O FDA faz reunião hoje e amanhã para responder à requisição do laboratório.  

´´R7“

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