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Ex-eleitor de Bolsonaro compara Lula a Presidente

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Por Marcelo Nozaki 

Ponto de Vista – TV Notícias 

Quando na academia no 1° Período na disciplina ” Introdução aos Estudos do Direito” lembro numa aula da nossa querida Discente (que logo se tornou Coordenadora do Curso) nos ensinou: ‘Sempre tem uma postura questionadora em tudo’. Na atualidade vejo um constante debate polarizado politicamente entre:

Lula, um cara que se usou do poder para fazer uma quadrilha e se apropriar do poder público.

Bolsonaro um militar que foi Deputado Federal 28 anos e foi eleito numa onda anti-PT, e em que eu votei no ano de 2018.

Hoje pra mim, Lula continua sendo o mesmo corrupto, agora o sr. Jair Bolsonaro, ao qual muitos de nós, por falta de opção ou por acreditar nele o elegemos, uma decepção! tudo o que ele prometeu em campanha, mentiu e não cumpriu. Poderia apontar algumas promessas aqui, mas fico só com essa: ‘Não terá toma lá dá cá, não terá Centrão… daí o ministro da Casa Civil, o ilustre Ciro Nogueira. Não era isso que eu pensei ao votar nele.

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Bolsonaro e Ciro Nogueira – Foto Isac Nóbrega – PR.

Senador Ciro Nogueira (PP-PI) já chamou Jair Bolsonaro (sem partido) de ‘fascista’ e teceu elogios ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Lula é o melhor presidente da História. Principalmente para o Piauí e para o Nordeste. Ele tirou o povo da miséria, foi decisivo no combate à fome, criou o maior programa habitacional do mundo…”

Respeito todas opiniões por ainda vivermos num Estado Democrático e de Direito, mas não dá pra apoiar nenhum desses lados.

Não sou Massa de Manobra de nenhum lado, busco uma outra via.

Jair Bolsonaro ao que tudo indica, foi o “patrono das rachadinhas” o que não o diferencia muito do Lula.

A postura arbitrária de alguns Ministros do STF é no mínimo repugnante, mas querer usar isso pra seu benefício próprio e algo que coloca em cheque o caráter dúbio do excelentíssimo Presidente.

Ainda creio que em um país com mais de 210 milhões de habitantes, tem alguém melhor do que as duas opções que hoje ficam polarizadas.

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Essa polarização somente interessa a dois candidatos: Jair e Lula, os dois são antagonistas um do outro, isso para eles e excelente; porém creio que o Brasil merece algo melhor.

Marcelo Nozaki mora em Araras, interior de São Paulo e é representante comercial.

 

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A Urgente Necessidade de Reformulação dos Tribunais de Contas Estaduais

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A atuação dos Tribunais de Contas dos Estados (TCEs), órgãos responsáveis pela fiscalização das contas públicas, tem sido alvo de críticas e questionamentos crescentes. A falta de parâmetros técnicos objetivos na análise das contas, somada à forte influência política na composição e nas decisões desses tribunais, compromete a imparcialidade e a eficácia do controle externo.
A “dosimetria” das contas públicas, ou seja, a avaliação do impacto das decisões fiscais, é um processo complexo e subjetivo. A ausência de critérios uniformes e rígidos permite que cada TCE adote interpretações e metodologias distintas, abrindo espaço para decisões arbitrárias e politicamente motivadas.

A influência política nos TCEs é um problema endêmico. A nomeação de conselheiros, muitas vezes apadrinhados por políticos, compromete a independência e a imparcialidade dos julgamentos. Decisões técnicas são frequentemente submetidas a interesses partidários, resultando em análises tendenciosas e na impunidade de gestores públicos corruptos.

A falta de transparência e de mecanismos de controle social agrava o problema. As decisões dos TCEs são pouco divulgadas e raramente submetidas ao escrutínio público. A sociedade civil, que deveria ser a principal beneficiária do controle externo, é mantida à margem do processo.

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A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e as Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBCASP), embora importantes, não são suficientes para garantir a objetividade e a imparcialidade dos TCEs. A falta de mecanismos eficazes de fiscalização e punição permite que os tribunais ajam com autonomia excessiva, sem prestar contas à sociedade.
Diante desse cenário, é urgente a necessidade de uma profunda reformulação dos TCEs. A criação de critérios técnicos objetivos e uniformes para a análise das contas, a adoção de mecanismos de controle social e a garantia da independência e da imparcialidade dos conselheiros são medidas essenciais para restaurar a credibilidade e a eficácia desses órgãos.

A sociedade brasileira não pode mais tolerar a ineficiência e a politização dos TCEs. A gestão responsável dos recursos públicos e o combate à corrupção exigem um controle externo rigoroso, transparente e imparcial. A reforma dos tribunais de contas é um passo fundamental para garantir a justiça e a eficiência na administração pública.

Rafael Pio é assessor parlamentar, sociólogo, bacharelando em Ciência Política e membro da ABCP – Associação Brasileira de Ciência Política.

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