Ponto de vista
Carta para Jaime Lima
Ponto de vista
Por jornalista Joel Teixeira I DRT/MT 1921/MT
Excelentíssimo senhor vereador Jaime Lima
Esse é um pedido de socorro de um simples munícipe, que também é jornalista e sente as dores do povo. Bem aqui, aqui em minha redação, no meu telefone que não para de tocar, enquanto possivelmente você dorme. Ah Jaime Lima, eu não tenho descanso, parece até que me elegi, sob a premissa de que Saúde Pública se resolve, ‘basta falar comigo’. Mas como? Eu nunca fui político, nem sequer sou filiado a algum partido!
Mas você, Jaime Lima, você está decepcionando os seus eleitores e toda a população de Colíder. Você é o JAIME LIMA, O CARA QUE RESOLVE! Nem que seja…” Só um tasquinho” como diz o João Frango.
O povo está morrendo à mingua, Jaime Lima. Acidentes são imprevisíveis e não dá para escolher onde e como bater. E aí, “POW!!!!!” acerta bem na “CABEÇA!” Vem o choro, as súplicas, a tristeza e… na maioria dos casos, A MORTE!
Jaime Lima, você tem culpa por cada lágrima jorrada, por cada vida perdida. Ah Jaime Lima, não venha me dizer que não pode fazer tudo sozinho, que é um “fardo pesado”, que você não pode dar um “jeitinho”, nem “furar fila” para colocar alguém pior, no lugar de alguém em mal estado de saúde. Claro, nós sabemos que você não faz isso e sabe que é contra as leis e os princípios éticos.
Nós, cidadãos cansados, só queremos um NEUROCIRURGIÃO para salvar vidas, Jaime Lima. Vou te dar uma dica, chame todos os vereadores eleitos de Colíder, o prefeito Maninho e partam para cima com pressão, lá na Assembleia Legislativa e no Palácio Paiaguás. O Governador já falou que está com muito dinheiro para enviar para os municípios. Pronto! Traga o nosso NEUROCIRUGIÃO.
Jaime Lima, se você não se mexer, o povo nunca mais vai votar em você, nem nos outros políticos. Porque a culpa de muitos chorarem lágrimas de sangue, por falta de Saúde de qualidade é sua e de seus colegas. Se vira, Jaime Lima, a gente quer NEUROCIRURGIÃO. Ou já sabe… RUA!
Ponto de vista
A Urgente Necessidade de Reformulação dos Tribunais de Contas Estaduais
A atuação dos Tribunais de Contas dos Estados (TCEs), órgãos responsáveis pela fiscalização das contas públicas, tem sido alvo de críticas e questionamentos crescentes. A falta de parâmetros técnicos objetivos na análise das contas, somada à forte influência política na composição e nas decisões desses tribunais, compromete a imparcialidade e a eficácia do controle externo.
A “dosimetria” das contas públicas, ou seja, a avaliação do impacto das decisões fiscais, é um processo complexo e subjetivo. A ausência de critérios uniformes e rígidos permite que cada TCE adote interpretações e metodologias distintas, abrindo espaço para decisões arbitrárias e politicamente motivadas.
A influência política nos TCEs é um problema endêmico. A nomeação de conselheiros, muitas vezes apadrinhados por políticos, compromete a independência e a imparcialidade dos julgamentos. Decisões técnicas são frequentemente submetidas a interesses partidários, resultando em análises tendenciosas e na impunidade de gestores públicos corruptos.
A falta de transparência e de mecanismos de controle social agrava o problema. As decisões dos TCEs são pouco divulgadas e raramente submetidas ao escrutínio público. A sociedade civil, que deveria ser a principal beneficiária do controle externo, é mantida à margem do processo.
A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e as Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBCASP), embora importantes, não são suficientes para garantir a objetividade e a imparcialidade dos TCEs. A falta de mecanismos eficazes de fiscalização e punição permite que os tribunais ajam com autonomia excessiva, sem prestar contas à sociedade.
Diante desse cenário, é urgente a necessidade de uma profunda reformulação dos TCEs. A criação de critérios técnicos objetivos e uniformes para a análise das contas, a adoção de mecanismos de controle social e a garantia da independência e da imparcialidade dos conselheiros são medidas essenciais para restaurar a credibilidade e a eficácia desses órgãos.
A sociedade brasileira não pode mais tolerar a ineficiência e a politização dos TCEs. A gestão responsável dos recursos públicos e o combate à corrupção exigem um controle externo rigoroso, transparente e imparcial. A reforma dos tribunais de contas é um passo fundamental para garantir a justiça e a eficiência na administração pública.
Rafael Pio é assessor parlamentar, sociólogo, bacharelando em Ciência Política e membro da ABCP – Associação Brasileira de Ciência Política.

