Ponto de vista

Cantor sertanejo que faz ‘forrozim ruim’ se acha no direito de destilar ódio contra quem chora a morte de MC Kevin

Cantor de lixo como ‘Bebendo mais que Opala’, agora é o ‘paladino da moral.’

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Editorial 

Por Joel Teixeira

Um pessoal do gênero sertanejo, falando mal do MC Kevin, que ele estava bêbado, drogado e traiu a mulher. Tá cheio de cantor sertanejo safado que trai a mulher, usa drogas, toma cachaça até não aguentar parar em pé, ( as lives mostram isso claramente ) bate em mulher ( a dupla Victor e Leo acabou por isso). Muitos deles fazem música lixo, bem piores que alguns Funks, 'Forrozim ruim', como frisaram recentemente, os excelentes Christian e Ralf.

Ah, já ia esquecendo! Muitas duplas sertanejas, convidam os mcs para participarem de seus projetos, por causa do grande público que os cantores de funk arrastam. Surfam no sucesso alheio para se dar bem, eu nunca ouvi um desses mcs, falar mal das duplas, ou julgar atos de sertanejos, considerados intoleráveis; nunca vi ninguém aplaudir a morte deles.

Mas o problema é o menino de 23 anos, que cantava funk, errou e pagou com a vida. O rei da moralidade é o tal Antony, cantor de "poemas" como "Eu te amo pinga". Sim, ele foi às redes sociais dizer que não tinha empatia pela morte do funkeiro, talvez por se julgar 'superior' ao cantor de um gênero diferente do dele.

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Sinceramente, eu ouço pouco funk, não é um gênero que me contagia, mas que alegra milhões de pessoas, gera emprego e renda para milhares de profissionais que vivem da música, como os sertanejos também geram, o pagode gera, o pop gera… mas a favela não pode descer para os asfalto, irrita profundamente os 'arianos'. Há tempos o funk diz, "nós vamo invadir sua praia". Está fazendo como o samba, dantes discriminado e punido a cassetetes, porque cresceu no morro. Porém, hoje é cantado e ouvido até pela gente rica, pelo 'cidadão de bens' da tez clara.

Quem julga e aplaude a morte de uma pessoa, deve ser UM EXEMPLO mesmo, um paladino da moral, como o Antony, cantor de besteirol, produtor de 'forrozim ruim', e bebedor de cachaça.

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A Urgente Necessidade de Reformulação dos Tribunais de Contas Estaduais

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A atuação dos Tribunais de Contas dos Estados (TCEs), órgãos responsáveis pela fiscalização das contas públicas, tem sido alvo de críticas e questionamentos crescentes. A falta de parâmetros técnicos objetivos na análise das contas, somada à forte influência política na composição e nas decisões desses tribunais, compromete a imparcialidade e a eficácia do controle externo.
A “dosimetria” das contas públicas, ou seja, a avaliação do impacto das decisões fiscais, é um processo complexo e subjetivo. A ausência de critérios uniformes e rígidos permite que cada TCE adote interpretações e metodologias distintas, abrindo espaço para decisões arbitrárias e politicamente motivadas.

A influência política nos TCEs é um problema endêmico. A nomeação de conselheiros, muitas vezes apadrinhados por políticos, compromete a independência e a imparcialidade dos julgamentos. Decisões técnicas são frequentemente submetidas a interesses partidários, resultando em análises tendenciosas e na impunidade de gestores públicos corruptos.

A falta de transparência e de mecanismos de controle social agrava o problema. As decisões dos TCEs são pouco divulgadas e raramente submetidas ao escrutínio público. A sociedade civil, que deveria ser a principal beneficiária do controle externo, é mantida à margem do processo.

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A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e as Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBCASP), embora importantes, não são suficientes para garantir a objetividade e a imparcialidade dos TCEs. A falta de mecanismos eficazes de fiscalização e punição permite que os tribunais ajam com autonomia excessiva, sem prestar contas à sociedade.
Diante desse cenário, é urgente a necessidade de uma profunda reformulação dos TCEs. A criação de critérios técnicos objetivos e uniformes para a análise das contas, a adoção de mecanismos de controle social e a garantia da independência e da imparcialidade dos conselheiros são medidas essenciais para restaurar a credibilidade e a eficácia desses órgãos.

A sociedade brasileira não pode mais tolerar a ineficiência e a politização dos TCEs. A gestão responsável dos recursos públicos e o combate à corrupção exigem um controle externo rigoroso, transparente e imparcial. A reforma dos tribunais de contas é um passo fundamental para garantir a justiça e a eficiência na administração pública.

Rafael Pio é assessor parlamentar, sociólogo, bacharelando em Ciência Política e membro da ABCP – Associação Brasileira de Ciência Política.

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