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Trump vai nomear Bolsonaro como embaixador dos EUA e conceder cidadania ao ex-presidente?
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Com isso, Bolsonaro seria cidadão americano e teria “imunidade diplomática total, ampla e irrestrita”.
em ganhando popularidade nas redes sociais afirmando que o presidente dos EUA, Donald Trump, nomearia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) embaixador americano no Brasil. Com isso, Bolsonaro viraria cidadão dos EUA e teria “imunidade diplomática total, ampla e irrestrita”.
O que o M5PORTS apurou sobre esta possibilidade: é falso. A lei americana impede Trump de nomear estrangeiros como embaixadores ou de conceder cidadania diretamente. Além disso, qualquer indicação precisa do aval do Senado dos EUA e da concordância do governo brasileiro. Especialistas ouvidos pelo Verifica também lembram que embaixadores não possuem imunidade ilimitada.
Segundo o professor José Luiz Quadros de Magalhães (UFMG e PUC Minas), para Bolsonaro obter a cidadania haveria um processo formal de naturalização. Nem no Brasil nem nos EUA o presidente pode simplesmente “dar” cidadania.
Para pedir a cidadania norte-americana, é necessário, entre outros pontos:
residir nos EUA por três a cinco anos;
ter permanecido no país por pelo menos 30 meses nos últimos cinco anos;
comprovar “bom caráter moral” (não ter cometido crimes no período, nem mentir na entrevista);
demonstrar conhecimento de inglês e de história dos EUA
A nomeação de embaixadores precisa do aval do Senado americano. E o país anfitrião — aqui, o Brasil — pode rejeitar o indicado. “Isso pode acontecer, o que torna a notícia ainda mais absurda”, disse Magalhães.
Mesmo que Bolsonaro conseguisse a cidadania e o posto, ele não teria imunidade irrestrita. Como explicou o professor Lucas Pereira Rezende (PPGCP/UFMG), a imunidade do embaixador vale apenas para atos ligados à função diplomática.
“Imunidade de representação diz respeito à Embaixada, à instituição que representa outro país”, afirmou. “Não significa estar imune a qualquer crime; ele responde às cortes do próprio país.”
Portanto, Bolsonaro não estaria isento de responder por eventuais crimes cometidos no Brasil enquanto foi presidente. Trump também não teria poder para barrar processos penais contra ele na Justiça brasileira.
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Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

