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Trump: primeira fase das conversas com Hamas deve ser concluída ainda nesta semana
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo, 5, pela rede social Truth Social, que houve “discussões muito positivas” com o Hamas e com diversos países de todo o mundo, incluindo nações árabes e muçulmanas, para buscar a libertação de reféns e o fim da guerra em Gaza.
Ainda segundo o presidente americano, as negociações “foram muito bem-sucedidas e avançaram rapidamente”. Ele acrescentou que equipes técnicas devem se reunir novamente nesta segunda-feira, 6, no Egito, para trabalhar nos “detalhes finais” do acordo e que a primeira fase das conversas deve ser concluída ainda nesta semana.
Na mesma publicação, Trump fez um apelo pela agilidade nas tratativas: “Peço a todos que se movam rápido. O tempo é essencial ou um derramamento de sangue maciço se seguirá — algo que ninguém quer ver”, frisou.
Trump afirmou que continuará acompanhando o que chamou de “conflito secular”, destacando que o objetivo central das conversas é “finalmente alcançar a paz no Oriente Médio”.
Mais cedo, o secretário de Estado Marco Rubio disse que há necessidade de urgência na finalização de um acordo entre Israel e o Hamas, dizendo que o acordo de cessar-fogo “não pode levar semanas ou mesmo vários dias”.
“Queremos que isso aconteça o mais rápido possível”, disse ele. “Se não acontecer, acho que todo o acordo estará em risco.” Questionado sobre o prazo de 72 horas do presidente Trump, ele respondeu: “O objetivo ao dizer 72 horas é que ele quer que isso aconteça rapidamente.”
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Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

