Ao todo, foram 940 participantes, a maioria voluntários
Transição foi a mais participativa e econômica, diz Lula
POLÍTICA
Prestes a apresentar os relatórios finais, o Gabinete de Transição foi o que mais teve participação da sociedade e que economizou no Orçamento, disse o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Ele e o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, apresentaram estatísticas dos trabalhos realizados nas últimas semanas.

Com 32 grupos técnicos, o Gabinete de Transição reuniu 940 participantes, a maioria absoluta voluntários. Ao mesmo tempo, segundo Lula e Alckmin, teve o menor custo da história. De 50 cargos disponíveis, somente 22 foram nomeados.
“Penso que foi a transição mais democrática já feita na história das transições. O que me impressionou bastantes foi a quantidade de voluntários e que não usamos a quantidade de dinheiro que ofereceram para a transição”, disse Lula.
Coordenador-geral da equipe de transição, Alckmin disse que os grupos técnicos apresentaram 180 requerimentos de informação ao governo federal, dos quais muitos não foram respondidos. Ele também detalhou o cronograma para a próxima semana.
Na segunda-feira (12), os grupos técnicos encerrarão os relatórios. Na terça-feira (13), haverá uma cerimônia de agradecimento, com a apresentação do relatório final.
Segundo Alckmin, o relatório final terá um diagnóstico de cada área, com alerta para os primeiros meses de governo. O relatório também terá emergências orçamentárias, sugestões de revogações, ações prioritárias e propostas de estrutura para cada área.
“Foi a transição mais participativa e plural que tivemos”, disse Alckmin.
Os grupos de trabalho foram divididos em dois conselhos, um de participação social, que reuniu especialistas e voluntários, e outro político, formado por parlamentares.
“EBC”
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

