POLÍTICA
Investigados são suspeitos de receber de R$ 5 a R$ 10 mil para não fiscalizar produção de carne e frango
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Na manhã desta 5ª feira (19.ago), a Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão contra servidores públicos federais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), suspeitos de receber valores ilícitos mensais para deixarem de fiscalizar um frigorífico de Palmeiras de Goiás, região central do Estado.
De acordo com os agentes, a investigação teve início em julho de 2018 devido a uma denúncia que noticiava a suposta atividade criminosa. A apuração constatou que os auditores fiscais emitiam certificados sanitários “a posteriori”, ou seja, com data retroativa, sugerindo a falta de fiscalização presencial dos produtos de origem animal comercializados, como carne e frango.
“Constatou-se depósitos mensais suspeitos, que variavam de R$ 5 mil a R$ 10 mil entre os anos de 2018 a 2019. Tais valores representaram quase 50% da remuneração do cargo de Auditor Agropecuário do Mapa para o período”, disse a PF, em nota. Para chegarem a conclusão, os agentes fizeram levantamentos patrimoniais dos suspeitos, que apontaram evolução supostamente incompatível com os rendimentos do servidor público.
Os investigados poderão responder por associação criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a mais de 10 anos de prisão.
“SBT”
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Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

