POLÍTICA
Renegado agora por Bolsonaro, Roberto Jefferson empregou filho do presidente na Câmara
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O presidente Jair Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo pela internet, neste domingo (23), para negar que tivesse uma relação de proximidade com o ex-deputado Roberto Jefferson – horas antes, o político fluminense feriu dois policiais federais com granadas e tiros de fuzil. Na “live”, Bolsonaro chegou a dizer que não tinha sequer uma fotografia com Jefferson. Não é verdade: Jefferson tem uma relação antiga e próxima com Jair Bolsonaro e com outros integrantes de sua família, como o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), de quem já foi chefe.
Em fevereiro de 2003, Jefferson empregou Eduardo, então com apenas dezoito anos, no gabinete da liderança da bancada do PTB na Câmara dos Deputados, então comandado por ele. A nomeação aconteceu poucos dias depois de Jair Bolsonaro trocar sua legenda anterior, o PPB (atual Progressistas) pelo PTB de Jefferson. Também se deu três dias depois de Eduardo ser aprovado no curso de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), cujo campus está localizado a mais de mil quilômetros da sede da Câmara, onde ele deveria cumprir expediente presencial de 40 horas semanais.
O filho de Bolsonaro permaneceu no cargo por um ano e quatro meses. Recebia o equivalente a R$ 13,6 mil, em valores atuais. O caso foi revelado em 2019 pela BBC News Brasil. Questionado sobre como era possível trabalhar em Brasília e estudar no Rio ao mesmo tempo, Eduardo disse “não se lembrar” do antigo emprego.
“Olha, eu teria que puxar forte pela memória aqui então… Mas eu acho que não teria problema nenhum, conseguir trabalhar, prestar um serviço partidário. Inclusive eu já tive assessor meu que eu encontrava com ele uma vez por mês no máximo, né?”, disse ele, à época. Jair Bolsonaro afirmou que não comentaria o assunto, assim como a assessoria de imprensa do PTB.
A nomeação para o cargo representa o primeiro emprego formal de Eduardo Bolsonaro – mais tarde, ele seria aprovado em um concurso para o posto de escrivão da Polícia Federal. Anos mais tarde, o próprio Jair Bolsonaro comentou o assunto numa entrevista ao jornal O Globo.
“Já tive um filho empregado nesta Casa e não nego isso. É um garoto que atualmente está concluindo a federal do Rio, uma faculdade, fala inglês fluentemente, é um excelente garoto. Agora, se ele fosse um imbecil, logicamente estaria preocupado com o nepotismo”, disse ele. Na época, filhos de congressistas podiam ocupar cargos públicos no Poder Legislativo: a prática só foi banida em 2007, com uma súmula do Supremo Tribunal Federal.
“MSN”
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Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

