POLÍTICA
Prioridade do governo, acordo Mercosul-UE tramita na Casa Civil e deve ser enviado ao Congresso ainda nesta semana
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Nesta segunda-feira (2), presidente da Câmara, Hugo Motta (Repúblicanos-PB), reforçou a jornalistas que acordo terá preferência de tramitação na Casa.
Para ser aprovado internamente, o texto do acordo precisa passar pela Câmara e, em seguida, pelo Senado.
Apesar da investida de legisladores da União Europeia, que impuseram um revés ao acordo comercial ao encaminhá-lo ao Tribunal de Justiça da UE, movimento que pode atrasar a implementação em até dois anos, a expectativa de diplomatas é que o tratado passe a ser aplicado de forma provisória já em março.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, já afirmou publicamente que, apesar da judicialização na Europa, o processo interno no Brasil não será paralisado e que, ainda assim, o acordo poderá entrar em funcionamento.
Além da tramitação no Brasil, o acordo Mercosul-União Europeia precisa ser aprovado internamente por cada país do Mercosul, de acordo com seus próprios ritos legislativos.
Tratado como prioridade pelo governo, o acordo Mercosul-União Europeia está em fase final de análise na Casa Civil e deve ser enviado ao Congresso Nacional ainda nesta semana, segundo interlocutores do Executivo.
O texto do acordo deve ser levado nos próximos dias para despacho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A expectativa é que, após o envio, a proposta avance na tramitação legislativa.
Na semana passada, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que pretende votar o texto antes do feriado de Carnaval, ainda em fevereiro.
Nesta segunda-feira (2), ele reforçou, durante conversa com jornalistas, que acordo terá preferência de tramitação na Casa.
Somente após a ratificação por todos é que o tratado estará plenamente em vigor. Até lá, o acordo pode entrar em funcionamento em momentos distintos em cada país, a depender do avanço dos processos internos.
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou
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