POLÍTICA
Primeiro-ministro palestino Mustafa forma gabinete e pede cessar-fogo imediato em Gaza
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RAMALLAH (Reuters) – O primeiro-ministro palestino, Mohammad Mustafa, formou nesta quinta-feira um novo gabinete, no qual também atuará como ministro das Relações Exteriores, tendo como prioridade máxima o cessar-fogo imediato e a retirada israelense de Gaza, informou a agência de notícias palestina WAFA.
Mustafa, um aliado do presidente Mahmoud Abbas e uma figura importante do mundo dos negócios, foi nomeado primeiro-ministro este mês com responsabilidade de ajudar a reformar a Autoridade Palestina (AP), que exerce um governo autônomo limitado na Cisjordânia ocupada por Israel.
Ele também foi designado para liderar o socorro e a reconstrução de Gaza, que foi devastada por mais de cinco meses de guerra, ao mesmo tempo em que desempenha a função dupla de ministro das Relações Exteriores, substituindo Riyad al-Maliki, que ocupava o cargo desde 2009.
Abbas, que, como presidente, continua sendo de longe a autoridade mais poderosa da AP, nomeou o novo governo em uma demonstração de disposição para atender às exigências internacionais de mudança na administração.
Ele aprovou o gabinete de Mustafa com o especialista em finanças Omar al- Bitar como ministro das Finanças e Muhamad al Amour, que foi presidente da Associação de Empresários Palestinos, como ministro da Economia, mas manteve Ziad Hab al-Reeh, ex-chefe da agência de inteligência interna da AP, como ministro do Interior, disse a WAFA.
Mustafa disse em uma declaração do gabinete dirigida a Abbas que a prioridade nacional é um cessar-fogo imediato em Gaza e uma retirada israelense completa do enclave, além de permitir que a ajuda humanitária entre em grandes quantidades e chegue a todas as áreas, informou a WAFA.
A AP, controlada pela facção política Fatah de Abbas, há muito tempo tem uma relação tensa com o Hamas, o movimento islâmico que governa Gaza, e as duas facções travaram uma breve guerra antes de o Fatah ser expulso do território em 2007.
No entanto, condenou repetidamente a invasão israelense da Faixa após o ataque liderado pelo Hamas a Israel em 7 de Outubro, e tem insistido que deve desempenhar um papel na gestão de Gaza após a guerra.
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Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

