Bolsonaro decreta luto de 3 dias
Presidente lamenta assassinato de ex-premiê japonês
POLÍTICA
O presidente Jair Bolsonaro publicou, há pouco, em sua conta no Twitter, uma nota na qual lamenta a morte do ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe. A morte do ex-premiê ocorreu após ele ter sido baleado hoje (8) durante comício na cidade de Nara, perto de Quioto.

O comício ocorria antes das eleições para o Senado japonês, marcadas para domingo (10). Abe discursava em apoio a Kei Sato, um membro da Câmara Alta do Parlamento que concorre à reeleição como representante da cidade de Nara. A polícia japonesa deteve um suspeito do ataque, Tetsuya Yamagami.
“Recebo com extrema indignação e pesar a notícia da morte de @AbeShinzo, líder brilhante e que foi um grande amigo do Brasil. Estendo à família de Abe, bem como aos nossos irmãos japoneses, a minha solidariedade e o desejo de que Deus cuide de suas almas neste momento de dor”, disse Bolsonaro na rede social.
O presidente brasileiro anunciou, em uma outra postagem, ter decretado luto oficial no país, em reconhecimento à boa relação entre o político japonês e o Brasil.
“Como sinal de nosso respeito ao povo japonês, de reconhecimento pela amizade de Shinzo Abe com Brasil e de solidariedade diante de uma crueldade injustificável, decretei luto oficial em todo o país durante 3 dias. Que seu assassinato seja punido com rigor. Estamos com o Japão”, twitou o presidente brasileiro.
Shinzo Abe, de 67 anos de idade, foi primeiro-ministro do Japão de 2006 a 2007 e, mais tarde, de 2012 a 2020. Foi o líder japonês com maior longevidade no cargo.
“EBC”
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

