POLÍTICA
PM pede para Moraes mudar dia de visita e liberar caminhada para Bolsonaro
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Em ofício, comandante-geral da PM também solicita assistência religiosa para outros custodiados sensíveis que estão presos na Papudinha

O ex-presidente, Jair Messias Bolsonaro (PL) • Carlos Moura/Agência Senado
Em ofício assinado pela comandante-geral Ana Paula Barros, o órgão solicita a mudança de visita de quinta-feira para sábado a todos os custodiados sensíveis. A justificativa é de que há um fluxo maior de servidores e processos administrativos durante a semana, além de coincidir com as visitas dos outros 48 presos na Papudinha.
“Essa circunstância amplia de forma significativa os riscos a segurança institucional, dificulta a adequada segregação dos ambientes e compromete o controle rigoroso da circulação de pessoas no interior da unidade”, explica a comandante na nota de quarta-feira (28).
A alteração das visitas de quinta para sábado, então, diminuiria o fluxo interno, deixaria de coincidir com as datas de visitas dos demais detentos e diminuiria os riscos à segurança, segundo a PM.
Caminhadas na Papudinha
Além dessa mudança, a PM pediu autorização para a realização de caminhadas “de forma controlada e restrita, em locais previamente definidos e adequados sob o aspecto da segurança”, como o campo de futebol ou a pista asfaltada nos fundos da Papudinha.
A solicitação foi feita a pedido do ex-presidente, que também apresentou indicação médica para as caminhadas. “Ressalta-se que tais ambientes oferecem melhores condições de controle, visibilidade e previsibilidade dos deslocamentos, permitindo vigilância continua e pronta intervenção do efetivo policial, além de afastar qualquer contato com outros custodiados”, diz a PM.
Assistência religiosa
Moraes autorizou que Bolsonaro recebesse assistência religiosa uma vez por semana quando o ex-presidente foi transferido da Superintendência da PF (Polícia Federal) para a Papudinha em meados de janeiro. Agora, a PM pede para esse tratamento ser estendido a outros custodiados sensíveis.
“No tocante a assistência religiosa, informa-se que esta é prestada ordinariamente no NCPM (Núcleo de Custódia da Polícia Militar) pela Capelania da PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal), nas vertentes evangélica e católica, observadas as rotinas administrativas e as condições de segurança da unidade”, completa o ofício.
Distribuição de medicamento
A PM também avisou Moraes que a distribuição de medicamento para Jair Bolsonaro é feita com eventual auxílio de presos do regime semiaberto como forma de remição de pena.
“A distribuição ocorre de maneira padronizada e controlada, alcançando todos os custodiados do Núcleo, sempre sob supervisão direta do efetivo policial responsável”, pontua o órgão.
Desde que sofreu um atentado durante a campanha eleitoral de 2018, Jair Bolsonaro passou por uma série de cirurgias. O procedimento cirúrgico mais recente ocorreu em dezembro do ano passado, quando o ex-presidente foi internado para tratar uma hérnia inguinal bilateral — quando uma parte de algum órgão ou tecido do abdômen “escapa” por uma área enfraquecida na parede muscular da virilha.
Depois que recebeu alta, a equipe médica de Bolsonaro indicou tratamento com dieta fracionada, medicamentos, controle de pressão arterial e prevenção de risco de quedas.
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

