POLÍTICA
PL convoca reunião emergencial com Michelle após crise com filhos de Bolsonaro
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Cúpula se reúne nesta terça para tentar conter o desgaste provocado pelas críticas da ex-primeira-dama à aliança no Ceará; filhos de Jair Bolsonaro reagiram com dureza e expuseram o racha familiar e partidário

A fala de Michelle foi feita durante um comício em Fortaleza. Apontando para o deputado André Fernandes (PL-CE), um dos articuladores da aproximação com Ciro, Michelle afirmou que a aliança havia sido “precipitada”.
“É sobre isso. É sobre essa aliança que vocês se precipitaram a fazer. Eu tenho orgulho de vocês, mas fazer aliança com o homem que é contra o maior líder da direita, assim não dá”, disse Michelle, olhando para Fernandes.
A reação de Michelle ocorreu porque Ciro Gomes foi adversário direto de Jair Bolsonaro e crítico frequente do ex-presidente.
“Como ficar feliz com o apoio à candidatura de um homem que xinga o meu marido o tempo todo de ladrão de galinha, de frouxo e tantos outros xingamentos? Como ser conivente com o apoio a uma raposa política que se diz orgulhosa por ter feito a petição que levou à inelegibilidade do meu marido e se diz satisfeita com a perseguição que ele tem sofrido?”, disse Michelle, em nota.
“Eu respeito a opinião dos meus enteados, mas penso diferente e tenho o direito de expressar meus pensamentos com liberdade e sinceridade”, disse Michelle.
- Leia também: A missão de Eduardo Bolsonaro fracassou, avalia “Financial Times”
A reação dos filhos do ex-presidente, entre eles Flávio, Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, foi imediata e severa: consideraram a crítica de Michelle “injusta e desrespeitosa” com quadros do partido e afirmaram que o apoio a Ciro já havia sido referendado pela instância máxima da legenda, com aval do próprio pai.
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

