A legenda segue rachada desde que o ex-presidente Bolsonaro perdeu a disputa e fugiu para os EUA
PL abandona Bolsonaro e sinaliza que pode votar com governo Lula
POLÍTICA
O Partido Liberal, sigla que abriga o ex-presidente Bolsonaro, vive em crise desde o fim da eleição 2022, isso porque o ex-mandatário, na véspera da posse de Lula, viajou aos EUA e desde então assumiu uma postura reclusa, muito criticada por aliados que entendem que Jair, que teve 58 milhões de votos deveria assumir a liderança da oposição ao governo do Partidos dos Trabalhadores.
A postura do ex-presidente não tem agradado grupos do PL e causou uma racha interno. Dessa maneira, os parlamentares vistos como “menos bolsonaristas” entraram no radar da articulação do PT no Congresso Nacional. Cálculos do próprio PL apontam que até um quarto dos 110 deputados e senadores da legenda podem votar com o governo Lula.
O racha do PL também se reflete nas Assembleias Legislativas de estados como São Paulo, Espírito Santo e Santa Catarina.
Além do PL, o PP e o Republicanos, partidos que estiveram com o ex-presidente Bolsonaro durante o seu governo, também passaram a ser abordadas pelo PT e hoje negociam apoio em votações no Congresso Nacional.
O racha do PL tem ligação direta com os redutos eleitorais dos deputados da legenda. Em janeiro, durante uma entrevista à CNN Brasil, o presidente do partido, Valdemar Costa Neto declarou que “alguns deputados dependem muito do governo federal para atender os seus colégios eleitorais”.
“Revista Fórum”
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

