POLÍTICA
New York Times diz que Bolsonaro tem apoio dos militares para contestar eleições e tentar golpe
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O New York Times publicou uma reportagem especial neste domingo (12) dizendo que o presidente Jair Bolsonaro tem apoio dos militares para tentar promover um golpe de estado no Brasil de acordo com os resultados das próximas eleições.
A matéria assinada por Jack Nickas destaca as críticas do presidente ao sistema de votação, que passaram a ser reproduzidas também pelas Fórças Armadas. “O presidente Jair Bolsonaro, do Brasil, está há meses atrás de forma consistente nas pesquisas antes da crucial corrida presidencial do país. E por meses, ele questionou consistentemente o sistema de votação, alertando que, se perder a eleição de outubro, provavelmente será graças a um voto roubado”, disse o jornalista.
“Os líderes das Forças Armadas do Brasil de repente começaram a levantar dúvidas semelhantes sobre a integridade das eleições, apesar de poucas evidências de fraudes anteriores, aumentando as já altas tensões sobre a estabilidade da maior democracia da América Latina e sacudindo uma nação que sofria sob uma ditadura militar de 1964 a 1985”, prossegue.
Nickas ainda lembrou da confusão ocorrida no Capitólio dos EUA, mostrando que a transferências de poder já não são mais pacíficas e que em seu país só ocorreu graças ao cumprimento da Constituição pelos militares e polícia, o que pode não ocorrer aqui no Brasil.
A reportagem do New York Times ainda traz a preocupação de algumas autoridades norte-americanas em relação ao meio milhão de policiais de todo o Brasil pois, segundo o jornalista, seriam menos profissionais e apoiam mais Bolsonaro do que os militares.
“MSN”
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Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

