POLÍTICA
MP do TCU quer suspensão de contratos da Starlink, empresa de Elon Musk, com o governo
POLÍTICA
Por Vinícius Valfré
O procurador do Ministério Público de Contas Lucas Rocha Furtado pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) a suspensão de contratos mantidos pelo governo federal com a Starlink, do empresário Elon Musk. Na representação protocolada nesta quarta-feira, 10, Furtado afirma que os contratos devem ser desfeitos por causa da “afronta à soberania nacional” por parte de Musk.
“Em meu entendimento, não pode haver qualquer relação do governo brasileiro, em todas as suas instâncias, com a empresa do Sr. Elon Musk, o qual, em total afronta e desrespeito à soberania nacional, ameaçou não se submeter ao direito brasileiro. O Brasil não pode viver de migalhas se quiser ser respeitado e providências urgentes devem ser adotadas a esse respeito”, escreveu o procurador.
Como já mostrou o Estadão, os contratos com órgãos públicos brasileiros costumam ser feitos por meio de empresas intermediárias regionais que são autorizadas a representar a Space X, empresa detentora da rede de satélites Starlink.
O kit da embarcação custou R$ 13.375,00, além de R$ 5.132,00 de mensalidade. O contrato, de tempo indeterminado, foi assinado pela Rede Nacional de Pesquisa (RNP), uma organização social usada pelas Comunicações e por outros dois ministérios para executar serviços com mais agilidade. Os recursos que a mantém são de três ministérios.
Em 2021, o acordo foi renovado pela quarta vez e será válido até 2030, com transferência de recursos também dos ministérios da Educação e das Comunicações. O acordo transfere, anualmente, R$ 270 milhões à entidade, que ainda recebe por serviços prestados a outros órgãos do governo.
O Estadãotambém já revelou que empresas intermediárias da Starlink instalaram antenas de internet para instalações militares e outros órgãos. O maior navio da frota da Marinha, o Aeródromo Multipropósito Atlântico, e o Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel, do Programa Antártico Brasileiro, estão conectados com a tecnologia de Musk.
Apesar dos contratos, a Marinha afirmou que “nenhuma estação de trabalho na qual trafegam dados militares terá acesso à rede Starlink, bem como nenhum documento de natureza militar será recebido ou transmitido por essa rede”.
“Estadão”
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

