POLÍTICA
Moraes ironiza fala de Eduardo Bolsonaro sobre fechar o STF: ‘Cabo, soldado e coronel estão presos’
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ironizou nesta quarta-feira, 22, uma fala antiga do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em que o filho “03? do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que seria necessário apenas “um cabo e um soldado” para fechar o STF. Sem citar o nome do deputado, Moraes afirmou que “o cabo, o soldado, o coronel estão todos presos”, enquanto o Supremo segue aberto.
A declaração foi dada por Moraes no segundo e último dia do evento sobre inteligência artificial, democracia e eleições do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o qual preside. O ministro falava sobre os ataques golpistas do 8 de Janeiro.
“Todos se recordam que bastava um cabo e um soldado para fechar o STF. O cabo, o soldado, o coronel estão todos presos, e o STF aberto e funcionando. Mas se disse que bastaria um cabo e um soldado”, afirmou Moraes. Em seguida, o ministro disse que foram milhares de pessoas que tentaram, atacando as sedes dos Três Poderes, garantir o que chamou de “novo populismo”.
“Não foi um cabo e um soldado, foram milhares de pessoas que destruíram o prédio do Supremo Tribunal Federal, para o confronto ao Judiciário, para tentar, exatamente, garantir esse novo populismo.”
Durante a campanha presidencial em 2018, Eduardo Bolsonaro, em uma palestra para alunos de um curso preparatório para o concurso da Polícia Federal (PF), afirmou que “você não manda nem um Jipe”, se o objetivo for fechar a Corte.
O contexto era uma possibilidade de a candidatura de Bolsonaro, na época presidenciável, ser barrada pelo STF, o que Eduardo afirmou que seria um caso de exceção. “Aí eles vão ter que pagar para ver. Será eles que vão ter essa força mesmo? O pessoal até brinca lá: se quiser fechar o STF sabe o que você faz? Você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo. Não é querendo desmerecer o soldado e o cabo. O que é o STF cara? Tira o poder da caneta de um ministro do STF, o que ele é na rua?”, disse o filho do ex-presidente, na época.
No seminário desta quarta, o ministro afirmou que os populistas extremistas têm atacado os instrumentos que garantem a democracia, no caso, o sistema eleitoral, usando as redes sociais para propagar notícias falsas e desinformação sobre as urnas eletrônicas.
“Eu sou um democrata, o povo me ama, olha quantas pessoas eu levo para a rua. Se não ganhei a eleição, houve fraude”, disse Moraes, parafraseando o que os líderes populistas e extremistas alegam. Como exemplo de onde isso ocorreu, o ministro citou os Estados Unidos e o Brasil, referindo-se à tentativa de descredibilização das urnas promovida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Moraes afirma que não há a “mínima possibilidade” de que as big techs não saibam que estão sendo instrumentalizadas para esses fins extremistas, e defendeu diversas vezes a regulamentação das plataformas digitais no País.
Em janeiro o ministro submeteu uma tese sobre “milícias digitais” para concorrer a uma vaga de professor titular da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Nela, Moraes comparou os métodos utilizados para a propagação de desinformação na internet àqueles utilizados em regimes fascista e nazista.
“MSN”
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Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

