POLÍTICA
Mal sofreu duro golpe”, diz Netanyahu sobre morte de líder do Hamas
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Primeiro ministro israelense destacou que guerra “ainda não terminou” e reforçou pedido do presidente Isaac Herzog para liberação de reféns
“Hoje, o mal sofreu um duro golpe”, disse Netanyahu em uma declaração em vídeo, segundo a Agência France-Press (AFP). “Sua eliminação é um marco importante na decadência do regime maligno do Hamas.”
Netanyahu também frisou que a guerra “ainda não terminou” e informou que “sequestradores” devem libertar reféns israelenses se quiserem salvar as próprias vidas. Ele fez apelo a palestinos em Gaza: “Quem depuser suas armas e devolver nossos reféns, garantiremos que sua vida será preservada”.
A fala reforça comunicado do presidente de Israel, Isaac Herzog, que, logo após o anúncio da morte de Sinwar, pediu que os reféns retidos há mais de um ano em Gaza fossem liberados:
“Agora, mais do que nunca, devemos agir por todos os meios possíveis para trazer de volta os 101 reféns que ainda estão retidos em condições horríveis pelos terroristas do Hamas em Gaza”, afirmou Herzog em publicação na rede social X.
“Louvo as Forças de Defesa de Israel, o Shin Bet e os serviços de segurança por eliminarem o Yahya Sinwar. Sinwar, o mentor do ataque mortal de 7 de Outubro, é há anos responsável por atos hediondos de terrorismo contra civis israelitas, cidadãos de outros países, e pelo assassinato de milhares de pessoas inocentes”, diz trecho da nota publicada em inglês. “Os seus esforços malignos foram dedicados ao terror, ao derramamento de sangue e à desestabilização do Médio Oriente.”
Segundo a AFP, o chefe do exército israelense declarou que promete “trazer para casa” todos os reféns nas mãos do Hamas e que Israel “não vai parar” até capturar todos os envolvidos no ataque de 7 de outubro de 2023.
“CB”
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

