POLÍTICA
Maioria do STF rejeita pedido de Bolsonaro para afastar Moraes de inquérito
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Ministros seguiram voto do presidente da Corte, que entendeu que golpe de Estado é um crime contra a coletividade, ou seja, que não tem apenas um único alvo ou vítima
A maioria dos ministros do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) votou, nesta sexta-feira (6/12), para manter o ministro Alexandre de Moraes na relatoria do inquérito que apura uma tentativa de golpe de Estado. Os magistrados se manifestaram contra um pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os advogados de Bolsonaro alegavam que Moraes figura como vítima da tentativa de golpe, por isso, não poderia conduzir o inquérito. O relator de um procedimento que tramita no Supremo é o responsável por pedir diligências a autoridade policial, decidir sobre manifestação das partes, expedir mandados de busca, apreensão, e conduzir todo o andamento do caso até que seja levado para julgamento.
A maioria dos ministros seguiu o voto do presidente da Corte, Luis Roberto Barroso. Ele destacou que golpe de Estado é um crime contra a coletividade, ou seja, que não tem apenas um único alvo ou vítima, portanto, esse argumento não é suficiente para justificar afastamento de Moraes do caso.
“A simples alegação de que o ministro Alexandre de Moraes seria vítima dos delitos em apuração não conduz ao automático impedimento de sua excelência para a relatoria da causa, até mesmo porque os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e de tentativa de golpe de Estado têm como sujeito passivo toda a coletividade, e não uma vítima individualizada”, escreveu Barroso.
O voto de Barroso foi seguido até a publicação desta matéria pelos ministros Flávio Dino, Edson Fachin, Edson Fachin, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. A votação, que começou nesta sexta-feira, segue até o dia 13 deste mês. Até lá, os ministros podem mudar de voto ou levar o caso para o plenário físico. Moraes está impedido de votar por ser o alvo da solicitação de afastamento do caso.
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

