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Lula: ‘Para Fazenda, dinheiro bom é no Tesouro; para Presidência, dinheiro bom é em obra’

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou uma diferença com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta sexta-feira, 3, ao frisar que a prioridade do governo é a realização de obras e a manutenção do gasto público. A fala vem exatamente uma semana após o chefe do governo ter colocado em xeque a meta de déficit zero para 2024, estabelecida por Haddad.

“Para quem está na Fazenda, dinheiro bom é dinheiro no Tesouro. Mas, para quem está na Presidência, dinheiro bom é dinheiro transformado em obras”, declarou o presidente durante abertura de reunião com os ministros da área de infraestrutura. Haddad também está presente, assim como os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Paulo Pimenta (Secom) e o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é o titular do MDIC.

“Uma coisa importante, por isso que o companheiro Haddad está nessa mesa aqui. Além de ser o nosso libertador de dinheiro, o cara que põe dinheiro na mão dos ministérios, ele tem uma coisa muito importante que é o seguinte: a gente não pode deixar sobrar dinheiro que está previsto ser investido nos ministérios”, reforçou Lula.

Lula durante reunião ministerial nesta sexta: 'Queremos que vocês sejam os melhores gastadores do dinheiro em obras de interesse do povo brasileiro”. Foto: WILTON JUNIOR

Lula durante reunião ministerial nesta sexta: ‘Queremos que vocês sejam os melhores gastadores do dinheiro em obras de interesse do povo brasileiro”. Foto: WILTON JUNIOR© Fornecido por Estadão

Nesta quarta-feira, antes do feriado, o presidente se reuniu com os ministros da área econômica para receber os possíveis cenários para o encaminhamento da mudança da meta fiscal, que é dada como praticamente certa.

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Estadão apurou que Lula não bateu o martelo na reunião, mas a percepção de interlocutores próximos segue a de que ele acabará decidindo pela alteração ainda em 2023, e não vai esperar para fazê-lo em 2024, como preferiria Haddad. Hoje, a meta do próximo ano prevê déficit zero nas contas públicas. A discussão gira entre mudar para um rombo de 0,25% ou 0,50% do Produto Interno Bruto (PIB).

Os debates sobre o tema se intensificaram nos últimos dias exatamente porque Lula não quer que a meta seja uma fator restritivo à execução dos investimentos e políticas públicas em 2024, ano de eleições municipais. Ele busca afastar o risco de bloqueio no Orçamento e, dessa maneira, blindar o novo PAC, comandado por Rui Costa.

‘Melhores gastadores de dinheiro’

O presidente também voltou a dizer que o trabalho dos ministros já está delimitado e que o foco deve ser execução, não a criação de novos programas. “Todo mundo já tem o compromisso, ninguém precisa inventar nada novo nesse País. Está tudo determinado, a gente vai fazer as obras, tem até 2026?, afirmou.

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Lula ainda realizará reuniões com ministros de outras áreas até o fim do ano e, possivelmente, fará uma reunião geral com todos os integrantes do primeiro escalão. Seria um encontro para realizar um balanço das ações do primeiro ano de governo.

“Toda e qualquer falha que a gente tenha percebido nesse primeiro ano não poderá se repetir no segundo ano”, afirmou.

“Se os ministérios forem bem, o Brasil vai bem, o governo vai bem e eu e Alckmin vamos bem. Se vocês não fizerem direito, o Brasil vai mal e eu e Alckmin vamos mal. Então, nós queremos que vocês sejam os melhores ministros desse país, os melhores executores desse país, os melhores gastadores do dinheiro em obras de interesse do povo brasileiro”, disse Lula.

“Estadão”

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