Na última quarta-feira (27) o Senado Federal aprovou a matéria por 43 votos a 21; agora, o texto passa pela sanção de Lula
“Lula não é dono da verdade e tem que respeitar nossa decisão”
POLÍTICA
O senador Jayme Campos (União) afirmou que o Congresso Nacional vai se unir para derrubar um eventual veto do presidente Lula (PT) ao Marco Temporal das terras indígenas.
No final de setembro, o Senado Federal aprovou a matéria por 43 votos a 21, sendo que os três senadores por Mato Grosso votaram favoráveis.
Só nos resta deixar o presidente votar e nós vamos derrubar lá no Congresso Nacional, que é soberano
No entanto, agora o texto passa pela sanção do presidente, que terá o prazo de 15 dias úteis após o recebimento formal da matéria para vetar ou não a proposta. Caso seja vetado, o projeto retorna para o Congresso Nacional.
“Só nos resta deixar o presidente votar e não vamos derrubar lá no Congresso Nacional, que é soberano. Quando juntar as duas Casas, Câmara e Senado, vamos derrubar os vetos dele”, afirmou.
“Com todo respeito, mas o presidente Lula também não é o dono da verdade. Tem que respeitar nossa decisão”, disse.
A matéria aprovada no Senado limita as demarcações de terras indígenas aos territórios que estavam sob a posse de povos originários em 5 de outubro de 1988, dia em que foi promulgada a atual Constituição Federal.
Desde o início das discussões o projeto é criticado por movimentos indígenas no Brasil por, segundo eles, promover o apagamento cultural e a tomada de território.
Segundo Jayme, os parlamentares trabalham com a possibilidade de negociar com o Governo Federal, mas mantendo a estrutura principal do projeto.
“De qualquer forma não estou muito preocupado. Acho que tem alguns pontos que eventualmente poderão ser modificados, todavia, a sua essência, aquilo que dá segurança jurídica, [continua]”, disse.
“Mídia News”
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

