POLÍTICA
Lula diz que a meta é reduzir o preço do café: Fortalecendo a produção
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Em entrevista exclusiva ao jornal Estado de Minas, do grupo Diários Associados, o presidente destaca também as ações do governo para reduzir o preço dos alimentos
De volta a Minas Gerais, nesta terça-feira (11/3), para visitas a dois polos industriais em Betim e Ouro Branco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem no estado uma agenda que exemplifica a natureza diversificada dos desafios que precisa enfrentar na segunda metade de seu mandato. A menos de uma semana, o petista esteve em um acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Campo do Meio e, agora, tenta abrir espaço com o setor empresarial.
Em entrevista exclusiva ao Estado de Minas, do grupo Diários Associados, o presidente falou sobre as prioridades do Planalto para baratear o preço dos alimentose ressaltou a sua agenda plural em Minas Gerais nos últimos dias.
Sobre os investimentos no estado, Lula destacou o que considera uma oportunidade cedida pelo governo federal para que a bilionária dívida com a União seja refinanciada, tema que tem gerado atrito entre o Executivo Federal e a gestão de Romeu Zema (Novo). “Minas está recebendo os recursos que merece”, disse o presidente.
As medidas anunciadas para conter a alta dos preços de alimentos vão contribuir efetivamente para reduzir o custo de vida? O que ainda pode ser feito nesse sentido?
Já fizemos duas reuniões com o setor produtivo e de comércio de alimentos para tratar desse tema, que é prioridade para nós. Anunciamos na semana passada a isenção de imposto de importação para uma série de produtos, como azeite, milho, carnes, açúcar e café, entre outros, o que ajudará a equilibrar os preços. Outro ponto importante são os impostos sobre os alimentos da cesta básica. É preciso dizer que já praticamos imposto federal zero para esses produtos e estamos convocando os governadores de onde ainda há cobrança de imposto estadual para reduzirem ou acabarem com essa tributação. Vamos priorizar a produção de alimentos nos Planos Safra da agricultura familiar e do agronegócio. Este ano devemos ter safra recorde de grãos, ajudando a melhorar o preço do arroz, do feijão, do milho, da soja e de seus derivados. Além disso, estamos reestruturando a capacidade de formar estoques reguladores – política que foi completamente destruída a partir de 2016.
Minas Gerais é a terra do café. O estado é, de longe, o maior produtor do país, responde por mais da metade da safra nacional. Aos mineiros, alguma sugestão para fugir da disparada dos preços do café? Assim como o senhor já deu algumas dicas de economia doméstica, sugere a substituição do produto ou haverá alguma medida específica para controlar os preços?
Vamos seguir trabalhando, como disse antes, para reduzir o preço de uma série de produtos, inclusive o café. E continuaremos fortalecendo a produção local. O passo mais importante para isso é o crédito. Desde o início de nosso governo, a agropecuária mineira já recebeu R$ 100,3 bilhões em financiamentos federais. É o segundo estado que mais recebe recursos federais nessa área, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul. Isso dá segurança para expandir as lavouras de todos os produtos e aumentar a capacidade de produzir café em maior quantidade e com ainda melhor qualidade para o mercado brasileiro e de todo o mundo.
“CB”
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Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

