POLÍTICA
Lula aposta em pressão do setor de bebidas contra tarifaço
POLÍTICA
Gustavo Uribe e Tainá Falcão, da CNN, Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta na pressão do segmento de bebidas dos Estados Unidos contra o tarifaço ameaçado por Donald Trump.
Nas últimas semanas, empresários americanos manifestaram preocupação com a taxação sobre o suco de laranja brasileiro e tem pressionado o governo americano a recuar sobre os 50%.
Uma distribuidora americana de suco de laranja ingressou, nesta semana, com um processo judicial contra o tarifaço, na tentativa de evitar um prejuízo para o segmento.
Segundo relatos feitos à CNN, Lula se reuniu com empresários do segmento brasileiro da laranja e recebeu um diagnóstico de que as distribuidoras americanas iniciaram uma ofensiva sobre a Casa Branca.
A CNN apurou que uma das empresas que deve ser afetada é a Coca-Cola, que distribui bebidas que utilizam suco de laranja. A multinacional tem entre seus acionistas financiadores da campanha de Trump.
Os Estados Unidos representam em torno de 40% das exportações brasileiras de laranja. E não há hoje mercados internacionais com capacidade para compensar uma queda na exportação do produto.
Por isso, o governo brasileiro avalia que a laranja será o mercado mais afetado por uma eventual tarifa de 50% sobre o Brasil.
Além do esforço para postergar o início da tarifa e tentar reduzir o percentual geral, o governo brasileiro negocia a possibilidade de criação de uma cota de exportação para a laranja e o café.
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

