Engenheiro e profissional autônomo foram condenados a 19 dias de prisão em regime aberto. Eles realizaram uma manifestação com carro de som, e xingaram e ofenderam ministro em maio de 2020. Cabe recurso contra a decisão.
Justiça condena apoiadores de Bolsonaro por perturbação em protesto contra ministro Alexandre de Moraes em SP
POLÍTICA
A Justiça de São Paulo condenou neste mês dois apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) por perturbação do sossego durante um protesto contra o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A manifestação, que contou com outros bolsonaristas, foi realizada em maio de 2020, em frente ao prédio onde o ministro mora, na Zona Oeste da capital paulista.
O engenheiro Antônio Carlos Bronzeri, de 65 anos, e o profissional autônomo Jurandir Alencar, de 59, foram condenados a 19 dias de prisão em regime aberto. A decisão é do juiz José Fernando Steinberg, da Vara do Juizado Especial Criminal. Os dois podem recorrer da decisão em liberdade.
À época, os dois foram presos pela Polícia Militar (PM) pelos crimes de desobediência, descumprimento de medida sanitária preventiva por conta da pandemia de Covid, e incitação ao crime. Eles foram solto após 49 dias detidos preventivamente num presídio. A preventiva foi convertida em prisão domiciliar. A Polícia Civil investigou o caso e relatou o inquérito ao Ministério Público (MP).
Segundo a Justiça, os acusados xingaram e ameaçaram o ministro por duas horas ao lado de outras pessoas. E por esses motivos foram condenados por perturbação do sossego alheio, que é considerado um crime de menor gravidade.
De acordo com a Justiça, os manifestantes usaram um carro de som para gritar: “O Brasil é nosso”, “ Abaixo STF”, “ Ministro comunista”, “Não gosta de polícia”, “Advogado do PCC”, “Canalha”, “Covarde”, “ Corrupto”, “Ladrão”, além de xingamentos homofóbicos.
O que dizem os citados
O g1 não conseguiu localizar as defesas dos condenados e de Moraes para comentarem a decisão da Justiça.
No processo, Jurandir Pereira Alencar negou que o som estivesse alto. Já Antônio Carlos Bronzeri declarou que a manifestação foi “uma reação à batida de panela do ministro, feita de seu apartamento, e que se tratava de uma indignação por ele ter bloqueado a nomeação do Alexandre Ramagem. “
Em abril de 2020, Moraes suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para a diretoria-geral da Polícia Federal (PF). O ministro havia alegado desvio de finalidade, já que havia indícios de que o presidente usaria o cargo para coletar informações de processos.
Ramagem, que é amigo da família Bolsonaro, tinha sido escolhido pelo presidente da República para chefiar a PF, em substituição a Maurício Valeixo. A nomeação foi anulada pelo presidente horas depois da decisão do ministro.
“G1”
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

