POLÍTICA
Governo muda de ideia e passa a apoiar decisão do STF sobre drogas
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Quando a proposta foi aprovada no Senado, a orientação aos aliados era para não se posicionar sobre o tema. Agora, os ministérios da Justiça e da Saúde serão responsáveis por convencer os deputados de que não se deve criminalizar os usuários de drogas, mas tratar o tema como uma questão de saúde pública.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mudou de posição e passará a atuar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê punição para o porte de entorpecentes, a chamada ‘PEC das Drogas’. Uma das primeiras decisões, segundo a mídia conservadora, será de adiar a votação e trabalhar por alterações no texto.
Quando a proposta foi aprovada no Senado, a orientação aos aliados era para não se posicionar sobre o tema. Agora, os ministérios da Justiça e da Saúde serão responsáveis por convencer os deputados de que não se deve criminalizar os usuários de drogas, mas tratar o tema como uma questão de saúde pública.
Os aliados do governo, no entanto, tendem a se posicionar contra as drogas e argumentar que a criminalização iria afastar essas pessoas dos serviços de saúde; além de propagar a ideia de que a PEC afeta populações negras e periféricas. Governistas querem defender a posse como um ato ilícito, e não como um crime.
No STF
Considerado polêmico, o conteúdo em debate poderia afastar ainda mais o presidente Lula do eleitorado evangélico, em sua maioria favorável ao endurecimento da legislação, segundo críticos da resistência à criminalização da maconha. Mas uma grande parte dos aliados aponta que existem chances de evitar o avanço da PEC e retomar os debates apenas após as eleições municipais de outubro.
Presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL) oficializou a criação de uma comissão especial para discutir a PEC das Drogas até o fim deste mês, em reação ao Supremo Tribunal Federal (STF). A corte decidiu a favor da descriminalização do porte de maconha para uso pessoal.
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

