Em vídeo que circula nas redes sociais, empresário diz que sua empresa pode fechar se Lula for eleito o próximo presidente, e oferece R$ 200 para cada um, em caso de vitória de Bolsonaro
Empresário do PA é flagrado oferecendo R$ 200 para trabalhador votar em Bolsonaro
POLÍTICA
A possibilidade do ex-presidente Lula voltar a ocupar a cadeira da Presidência da República, pode estar tirando o sono de maus empresários, que vêm ameaçando seus trabalhadores e trabalhadoras de demissão, e até mesmo seus fornecedores, dizendo que suas empresas podem fechar.
Lula teve mais de 57 milhões de votos no primeiro turno enquanto Jair Bolsonaro obteve pouco mais de 51 milhões – uma diferença de 6 milhões para o candidato petista. Como o ex-presidente, diferentemente do atual, teve um governo voltado aos mais pobres e trabalhadores, com a criação de 22 milhões de empregos com carteira assinada, e vem afirmando que caso eleito o salário mínimo vai voltar a ter poder de compra e ser reajustado acima da inflação, esses empresários que defendem somente o lucro em detrimento da distribuição mais justa de renda, veem Lula como ameaça aos seus interesses financeiros e individuais.
Somente nesta terça-feira (4), três casos vieram à tona, dois no Rio Grande do Sul e um no estado do Pará.
No Pará, o caso foi parar nas redes sociais, em vídeo que circula com o empresário Maurício Lopes Fernandes Júnior, o “Da Lua”, de São Miguel do Guamá (PA), ameaçando os trabalhadores que a empresa vai fechar e ainda oferece R$ 200 para cada um, em caso de vitória em Jair Bolsonaro.
No vídeo, “Da Lua”, diz aos trabalhadores: “Se Lula vencer essas eleições no próximo turno, não pode de jeito nenhum. Eu sei que nem todo mundo é que vota em Lula, mas nós temos que se unir para que Lula não ganha, porque se Lula ganhar você pode ser ter certeza que mais da metade de dessa empresa vai fechar. Eu mesmo tenho três cerâmicas aqui porque ninguém vai aguentar o que vem por aí”.
Depois da ameaça de desemprego, o empresário prossegue oferendo dinheiro caso Bolsonaro seja reeleito.
“Vou pegar nome de cada um de vocês e todo mundo, tanto com carteira assinada, sem carteira, carregador de caminhão, motorista de caminhão lenheiro, todo mundo. Quem está aqui e quiser dar o nome, e o seu presidente ganhar a eleição cada um vai ter 200 contos no bolso no dia seguinte de manhã, “duzentão” para cada um”, conclui ,para em seguida pedir o fim da gravação do vídeo.
Confira
Como denunciar
Para evitar a coação de patrões a trabalhadores e trabalhadoras, o Ministério Público do Trabalho (MPT), divulgou um documento no começo da campanha eleitoral com recomendação para combater essa prática. Na recomendação, o MPT alerta que as empresas que praticarem assédios podem ser punidas judicialmente por meio de ações trabalhistas.
O MPT alerta ainda que o direito à liberdade de voto está garantido na Constituição Federal que protege a liberdade de consciência, de expressão e de orientação política, protegendo o livre exercício da cidadania por meio do voto direto e secreto. Desta forma, a livre escolha de candidatos e candidatas é garantida a todos.
Os casos podem ser denunciados, ainda que de forma anônima e/ou sigilosa no site www.mpt.mp.br.
“CUT”
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

