Abílio e Medeiros criticam dispositivo que permitiu manutenção de fundos estados até o ano de 2043
Deputados: Reforma deu cheque em branco para taxar setor produtivo
POLÍTICA
Os deputados federais Abílio Brunini e José Medeiros, ambos do PL, criticaram as alterações de “última hora” feitas na Reforma Tributária antes da votação na Câmara Federal, feita na semana passada.
Ambos votaram favoráveis à medida, mas afirmaram que dispositivos prejudiciais ao contribuinte foram anexados ao texto na chamada ‘emenda aglutinativa’, modificações feitas instantes antes da apreciação em plenário.
Segundo eles, a emenda abriu brecha para que governos estaduais não só mantenham como ampliem taxações ao setor produtivo.
Na prática Medeiros, a reforma impedia que gestores estaduais arrecadarem além dos impostos definidos, impedindo o recolhimento de recursos como o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Todavia, o ajuste de última hora anexou ao texto uma regra de 20 anos para permitir esse dispositivo.
“O discurso era de que o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e o CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) substituiriam cinco impostos atuais, desburocratizando o setor tributário. Mas, no apagar das luzes, colocaram esse jabuti até 2043 que é um verdadeiro cheque em branco para a criação dos famigerados fundos, que sempre miram o setor produtivo como suas fontes de receita. É um absurdo completo”, disse Medeiros.
No apagar das luzes, colocaram esse jabuti até 2043 que é um verdadeiro cheque em branco para a criação dos famigerados fundos
O Fethab, que é um caso prático do que o deputado salienta, é uma contribuição vigente no estado de Mato Grosso criada pela Lei 7.263 de 2000, com o objetivo inicial de arrecadar recursos que seriam usados para financiar obras de transporte, habitação e infraestrutura, mas que já ampliou totalmente essa condição e só em 2022 arrecadou mais de R$ 1,6 bilhão, conforme dados do próprio Governo do Estado.
Para Abílio, o grande problema da reforma tributária é exatamente o fato de que um assunto que deveria ser plenamente técnico, haja vista as implicações que trará, foi politizado. O parlamentar acredita que uma proposta do tipo deveria facilitar o desenvolvimento do país, o que não é o caso atual.
“É uma vergonha, quando eu olho para o pessoal do Maranhão, um estado dos mais pobres do país, com um povo sofrido e escravizado, vendo seus representantes votar pelo aumento de impostos. A proposta está chegando a 36% de imposto, em determinados casos, é só fazer conta. Vai simplificar só para o Governo Federal tomar dinheiro do povo”, disse.
Votação no Senado
Para Medeiros, é fundamental que o Senado Federal, que agora passa a analisar a reforma, tire esse dispositivo da Reforma Tributária.
“Estas modificações finais do texto de uma reforma com essa complexidade não podem promover uma alteração tão grande desta maneira, na surdina e como se fosse um assunto sem importância. Isso aí é um desrespeito muito grande com setores que mais empregam no país e que merecem ser devidamente ouvidos sobre algo que tanto lhes afetam”, completou.
“Mídia News”
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

