POLÍTICA
Depoimento de Bolsonaro à PF vira meme nas redes: ‘foi sem querer querendo’
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Internautas publicaram memes após o ex-presidente Jair Bolsonaro à Polícia Federal dizer em depoimento que divulgou sem querer um vídeo contestando o sistema eleitoral brasileiro. Nas redes, o ex-presidente é comparado ao personagem Chaves, que tinha um bordão para se desculpar pelas trapalhadas: “foi sem querer querendo”. A postagem indevida foi feita dias após os atos golpistas de 8 de janeiro.
De acordo com o advogado Paulo Cunha Bueno, que acompanhou o ex-presidente no depoimento, o vídeo foi publicado na página pelo próprio Bolsonaro, quando tentava transmitir para o seu arquivo de WhatsApp para assisti-lo depois.
— Foi feita de forma equivocada. Tanto que pouco depois, duas ou três horas depois, ele foi advertido e imediatamente retirou a postagem — afirmou.
A defesa do ex-presidente logo caiu nas redes e foi motivo de piada para os usuários.
Bolsonaro deixou a sede da corporação, em Brasília, onde depôs por cerca de duas horas no inquérito que investiga quem são os autores intelectuais dos ataques às sedes dos Três Poderes. A oitiva foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu a pedido apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
O assessor do ex-presidente Fabio Wajngarten também comentou o caso. Ele disse que a publicação do vídeo foi um equívoco e que Bolsonaro não teria percebido quando o postou.
— A postagem se deu de forma equivocada, poucos momentos após a saída do ex-presidente do hospital, quando estava sob efeito de remédios e ainda muito debilitado. A mecânica de postagem no Facebook se dá com meros dois cliques no ícone “compartilhar”. A gente juntou ao depoimento o vídeo ilustrativo de como se dá a devida postagem. Ele sequer havia percebido que havia postado o referido conteúdo. Assim que foi alertado e tomou conhecimento da postagem, ele apagou o vídeo — explicou Fabio Wajngarten, assessor de Bolsonaro.
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Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

