POLÍTICA
Denúncia de Gonet contra Bolsonaro está pronta para ser enviada ao STF
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PGR está finalizando os últimos detalhes e deve enviar o documento ao Judiciário já na próxima semana
A denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta tentativa de golpe de Estado está finalizada. De acordo com fontes na Procuradoria-Geral da República (PGR), ouvidas pelo Correio, a peça deve ser enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima semana.
O procurador-geral, Paulo Gonet, teria desistido de enviar uma denúncia conjunta envolvendo fraudes nos cartões de vacina e o tráfico de joias, casos que também estão em tramitação no órgão. Neste primeiro momento, de acordo com as fontes consultadas pela reportagem, a ideia seria acusar Bolsonaro de ser o principal beneficiado de uma organização golpistaque pretendia anular o resultado das eleições.
Gonet fez um passo a passo com diversos elementos que ligariam Bolsonaro a militares golpistas, apontando que a intenção seria que ele continuasse no cargo, mesmo após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sido eleito.
As provas têm como base encontros no Palácio do Planalto e no Alvorada, reuniões na Asa Sul, em Brasília, depoimentos e conversas de rede social e e-mails envolvendo os suspeitos que foram indiciados pela Polícia Federal.
Gonet aguarda a finalização dos últimos detalhes pela equipe técnica para enviar o documento ao Supremo. A acusação deve ser rígida e a pena solicitada ao ex-presidente pode passar de 20 anos.
“CB”
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Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

