Acusado de ter realizado atos antidemocráticos, deputado federal foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a oito anos e 9 meses de prisão em regime fechado
Daniel Silveira nega descumprimento de medida judicial e diz que imposição de tornozeleira ‘foi ilegal’
POLÍTICA
O deputado federal Daniel Silveira disse que, juridicamente, a tornozeleira eletrônica nunca deveria ter sido aplicada. O equipamento foi colocado em 31 de março, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar uma multa diária caso o parlamentar se recusasse a ser monitorado. Para Silveira, a ordem afronta o Legislativo.
“Vota em alguma pessoa que é seu representante, tem essa prerrogativa que é detida por ele para defender seus ideais, ideias e até mesmo aquilo que almeja lá na frente. Então tem que passar pela Casa [Câmara dos Deputados]. Foi ilegal a tornozeleira, não descumpri nenhuma medida judicial. Na verdade, cumpri a Constituição e não sei o porquê teve esse interregno todo”, afirmou à Jovem Pan. Acusado de ter realizado atos antidemocráticos contra ministros do STF, o Tribunal e a democracia, Daniel Silveira foi condenado pela Suprema Corte a oito anos e 9 meses de prisão em regime fechado.
No entanto, no dia seguinte, recebeu o perdão do presidente Jair Bolsonaro, decisão que ele considera constitucional. “O ato do presidente é o ato de controlar qualquer tipo de arbitrariedade, erro ou exagero do outro poder. Então ele utilizou da sua prerrogativa constitucional”, completou. Silveira ainda disse que considera os atos de 1º de maio como um amadurecimento político da população. Segundo o deputado, as manifestações unificaram o discurso em favor da liberdade de expressão.
“Jovem Pan”
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

