POLÍTICA
CPI faz audiência pública nesta sexta com especialistas favoráveis a medidas restritivas e máscaras
Microbiologista Natalia Pasternak e sanitarista Cláudio Maierovitch também já deram declarações contrárias à prescrição de medicamentos ineficazes contra a doença. Os dois falam na condição de convida
POLÍTICA
Por Gustavo Garcia
A CPI da Covid fará nesta sexta-feira (11) uma audiência pública com especialistas favoráveis às medidas restritivas e ao uso de máscaras como forma de prevenção do coronavírus.
Serão ouvidos a microbiologista Natalia Pasternak, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), e o médico sanitarista Cláudio Maierovitch, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Natalia Pasternak e Cláudio Maierovitch falarão na condição de convidados. A reunião está prevista para iniciar às 9h.
Os dois especialistas também são defensores da vacinação e críticos à prescrição de medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, caso da cloroquina e da ivermectina.
Uso de máscara
O comparecimento dos especialistas ocorre um dia após o presidente Jair Bolsonaro ter afirmado que que pediu um parecer do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para desobrigar o uso de máscaras por quem estiver vacinado contra a Covid ou já tiver contraído a doença.
A ideia criticada por médicos e pesquisadores, que consideram imprescindível o uso do equipamento de proteção.
A Organização Mundial de Saúde (OMS), as entidades médicas e os especialistas em saúde pública, no entanto, reforçam desde o início da pandemia que o uso da máscara é uma das formas de prevenção para a pessoa que usa o item e quem está próximo dela.
Medidas restritivas
Em entrevista ao Jornal Nacional, em abril, o pior momento da pandemia no Brasil, quando o número de mortes diárias pela Covid ultrapassou a casa dos 4 mil, Cláudio Maierovitch defendeu a adoção de uma medida "mais dura" para reduzir a circulação do vírus.
"Uma medida de restrição que se possa dar o nome de lockdown ou algo parecido, em que a maior parte das pessoas fica em casa e que todo tipo de aglomeração está proibido e que a frequência a lugares que envolvem atividades que não são essenciais também está proibida", afirmou à época.
Ele também já deu declarações favoráveis ao uso de máscaras, à higiene das mãos, uso do álcool em gel, e ao distanciamento social, em outros momentos da pandemia.
Vacinas e cloroquina
Natalia Pasternak é crítica da gestão da pandemia pelo governo federal. Defensora da imunização da população, ela criticou o ritmo lento da vacinação no Brasil, provocado pela falta de planejamento para aquisição de doses.
Assim como Maierovitch, a pesquisadora da USP é contrária à recomendação de cloroquina para o tratamento da Covid-19. O remédio é comprovadamente ineficaz contra a doença.
Em julho de 2020, a microbiologista publicou um artigo em que já afirmava que havia evidências de que o medicamento não funciona contra a doença, inclusive no uso precoce.
A publicação do artigo ocorreu no mês em que o Ministério da Saúde, à época chefiado pelo general Eduardo Pazuello, divulgou uma nota informativa em que, nas palavras da especialista, promovia o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina, baseando-se em "evidências fracas".
Sobre o tema, Cláudio Maierovitch afirmou que a atitude do Ministério da Saúde era "pouco profissional". "Não é usual que por meio de um simples ofício que não tem uma base científica sólida, se oriente uma mudança em relação à conduta dos profissionais", afirmou o sanitarista à GloboNews em julho de 2020.
´´G1/Globo“
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Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

