POLÍTICA
Comissão de ética pública quer gravação entre Joesley e ministro da indústria
As gravações vão permitir à comissão julgar se houve infração ética por parte do ministro.
POLÍTICA
A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu nesta quinta-feira solicitar ao Supremo Tribunal Federal acesso à íntegra dos áudios em que o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira (PRB), trata de suposto pagamento de propina com o empresário e delator Joesley Batista, dono da JBS.
As gravações vão permitir à comissão julgar se houve infração ética por parte do ministro. Os conselheiros da comissão já tiveram acesso a trechos de áudios divulgados por órgãos de imprensa, mas querem saber se há mais gravações em poder do Supremo. Marcos Pereira pode ser advertido ou ter a exoneração do cargo recomendada ao presidente Michel Temer.
Outro alvo do processo é o vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Antônio Carlos Ferreira. Joesley Batista, que está preso, acusa o ministro e o vice da Caixa de cobrar propina para liberar um financiamento do banco. Na gravação realizada pelo empresário, Marcos Pereira e Joesley tratam de dinheiro e citam uma parcela de R$ 6 milhões.
A comissão se reunirá novamente para deliberar sobre o caso na próxima segunda-feira.
(Carla Araújo e Felipe Frazão)
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

