POLÍTICA
Bolsonaro perde controle da Petrobras: Conselho já fala em novo aumento da gasolina
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Presidente joga para plateia eleitoral com demissão de ministro, e tema privatização entra na pauta porque já soube que perdeu seus conselheiros na petroleira
O presidente Jair Bolsonaro perdeu totalmente o controle da Petrobras, da qual o governo é sócio-majoritário, e isso explica o novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, revelar que o Governo quer privatizar a petroleira.
Bolsonaro joga para a plateia às vésperas da campanha, e só as próximas pesquisas vão mostrar se ele convenceu na sua farsa de tentar reduzir o preço do combustível e gás.
Fato é que o chefe está voto vencido no caso e “refém” do conselho de administração da Petrobras. Bolsonaro já trocou o presidente da petroleira e acaba de nomear novo ministro de Minas e Energia, na tentativa de forçar a redução dos preços. Em vão.
A Coluna obteve informação de fonte da empresa de que em recente reunião, a maioria dos conselheiros – até os que são nomeados pelo Governo como sócio – indicaram a necessidade de novo aumento do preço da gasolina e óleo diesel.
A ficha caiu no Palácio: Bolsonaro demitiu e trocou presidente da petroleira e ministro, mas se esqueceu de trocar os conselheiros. Ou não quer “demiti-los” e assim forçar a privatização e lavar as mãos, como almeja o ministro da Economia, Paulo Guedes, na obsessão de encher os cofres do Tesouro.
Enquanto o povo sofre com preço alto da gasolina – que contribui para o aumento semanal da inflação – a Petrobras vai pagar os maiores dividendos dos últimos anos aos acionistas neste semestre.
“MSN”
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Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

