POLÍTICA
Bolsonaro defende usar armas para garantir democracia: ‘Será preservada, não interessam meios’
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O presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu nesta terça-feira, 17, o uso de armas de fogo para garantir a democracia no País. “A arma de fogo, além de segurança para as famílias, é segurança para nossa soberania nacional e a garantia de que a nossa democracia será preservada. Não interessa os meios que um dia porventura tenhamos que usar. Nossa democracia e nossa liberdade são inegociáveis”, afirmou.
A declaração foi feita durante inauguração de trechos da BR-101/SE, em Propriá (SE), e no momento em que o presidente, pré-candidato à reeleição, levanta dúvidas sobre o processo eleitoral. Ontem, em São Paulo, o presidente falou na possibilidade de “eleições conturbadas”.
Em Sergipe, Bolsonaro fez elogios ao senador Fernando Collor (PTB-AL), presente na cerimônia, chamando-o de “grande aliado no Parlamento” – e repetiu a frase “o Nordeste é nosso”. O Nordeste é a região do País em que a diferença em favor do seu principal adversário na corrida eleitoral, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é maior.
Bolsonaro fez um novo aceno a profissionais da segurança pública, que pressionam por uma reestruturação das carreiras prometida pelo governo. “Lamentamos o poder aquisitivo dos servidores públicos, mas tenho certeza que brevemente isso será recuperado. Em especial nossa Polícia Rodoviária Federal, que está nos acompanhando neste momento”, afirmou.
Ele ainda reconheceu a perda do poder aquisitivo da população de um modo geral, mas defendeu a atuação do governo na política para fertilizantes. “Garantimos fertilizante a vocês fazendo contato com o governo da Rússia. Na semana passada, 26 navios aportaram aqui com fertilizantes, suficiente para a safra deste ano”, disse.
O presidente encerrou seu discurso com o lema “Deus, Pátria, Família e Liberdade”. “Deus, Pátria e Família” era a frase-síntese da Ação Integralista Brasileira, movimento de inspiração fascista fundado no Brasil por Plínio Salgado, em 1932.
“MSN”
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Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

