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Bolsonaro defende o agro, armamentos e se diz atacado

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POLÍTICA

Em seu discurso em Cuiabá, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu o agronegócio e o armamento para o homem do campo. Argumentou que as demarcações de áreas indígenas devem ter previsão legal e que os povos originários devem ter direito de trabalharem como julgarem adequado na terra.

“O homem do campo não pode dormir preocupado e acordar sobressaltado com uma nova determinação”, disse durante evento no Hotel Fazenda Mato Grosso, que é voltado para causas indígenas. Lá, o presidente entregou maquinário aos indígenas mato-grossenses.

“Nós estamos possibilitando cada vez mais que os nossos indígenas possam trabalhar em sua terra. Temos um projeto que nasceu no Ministério de Minas e Energia onde dá o direito às etnias, se assim o desejar, fazer na sua terra praticamente o que o fazendeiro faz ao lado. Hoje nós temos um uma área equivalente a região Sudeste demarcada”, afirmou.

No discurso, o presidente ainda citou os motivos pelos quais os produtores rurais gostam da sua gestão. Entre eles, a relação com os indígenas e a liberação de armamento. “Homem armado, jamais será escravizado”, citou. A frase estava exibida em cartazes carregados por apoiadores que estavam no local do evento.

“Por que o homem do campo gosta da gente? Porque nós temos pacificado essa questão. Nós botamos praticamente um ponto final da invasão do MST, tirando dinheiro do próprio Governo que ia pra onde? Vemos a posse estendida para o homem do campo, com a ajuda do parlamento. Ele tinha posse de arma de fogo, podia usar apenas na sua propriedade física ali na sua casa. Agora pode, montado num animal ou numa viatura, andar mais em toda a extensão da sua propriedade”, pontua.

Bolsonaro alegou que o agronegócio evitou que o Brasil não afundasse na crise implantada desde o ano passado, com a chegada da pandemia. Citou que as multas impostas aos ruralistas devem existir, mas isso é em último caso e que as demarcações indígenas devem ser previsibidade para que o produtor não seja surpreendido.

O presidente afirma que sua postura liberal em relação ao agro é amplamente criticada internacionalmente. “O mundo todo me ataca. Eles querem que o Brasil seja um enorme parque nacional. Se não é o agronegócio, o Brasil teria afundado na economia. Mais ainda, ações do governo Federal, como o Pronamp, se não fosse isso teríamos um queda vertiginosa de empregos. Conseguimos terminar 2020 com mais empregos que dezembro de 2019”, cita.

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatistíca (IBG) contraria o depoimento do preside. Segundo material do instituto, taxa média de desocupação em 2020 foi recorde em 20 estados do país, acompanhando a média nacional, que aumentou de 11,9% em 2019 para 13,5% no ano passado.

“Gazeta Digital”

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POLÍTICA

Com COVID, Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, compartilha post antivacina

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Maior autoridade da Saúde no país reproduziu, no Instagram, texto no qual questiona o fato de se infectar mesmo se vacinando com a CoronaVac e usando máscara.

Por Gabriel Ronan

O ministro da Saúde Marcelo Queiroga compartilhou uma mensagem contra a vacinação na rede social Instagram, após seu diagnóstico de COVID-19 nos Estados Unidos, onde fez parte da  comitiva brasileira que participou da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas  (ONU).

“Que ironia! Ministro Marcelo Queiroga seguiu todos os protocolos, vacinou com a CoronaVac, usa máscara o tempo inteiro e foi contaminado. O presidente (Jair Bolsonaro, sem partido) não se vacinou, não usa máscara, estava ao lado dele e não pegou”, escreveu uma mulher no Instagram. O ministro compartilhou a postagem.

A postagem de uma seguidora foi compartilhada por Queiroga

Vale lembrar que a vacina não impede que uma pessoa pegue a doença. Na verdade, o imunizante impede que o paciente desenvolva quadros graves da enfermidade.

Os efeitos da vacinação são sentidos na prática. Todos os dados que circundam a pandemia estão em queda desde que a campanha avançou, como os números de casos e mortes, a transmissão do vírus e as ocupações dos leitos nos hospitais.

Queiroga excluiu o story antivacina após a repercussão.

 Pelo Twitter, ele informou que testou positivo para a doença e disse que o ‘Ministério da Saúde seguirá firme nas ações de enfrentamento à pandemia no Brasil’.

Críticas

Nesta semana, o ministro Queiroga se tornou alvo de críticas do relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID, senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Renan classificou o trabalho do médico como ‘fracasso’ e o chamou de ‘Pazuello de jaleco’, em referência ao ex-chefe da Saúde, general Eduardo Pazuello.

Foi na gestão do militar que o Brasil enfrentou seus piores momentos na pandemia – com colapso dos hospitais de grande parte das cidades, até mesmo com falta de oxigênio no Amazonas.

Na semana passada, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) pediu à CPI para reconvocar Marcelo Queiroga para prestar depoimento ao Senado.

O objetivo é repercutir os posicionamentos do ministro contra a vacinação de adolescentes sem comorbidades entre 12 e 17 anos. Queiroga afirmou que os estados que imunizaram esse público agiram de maneira “intempestiva”.

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“EM’

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