No final do discurso nos EUA, ao responder a uma pergunta sobre as próximas eleições, o ex-presidente disse que não morreu para a política.

Bolsonaro critica presidente Lula: ‘Se seguir assim, não dura muito tempo’

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Pelo menos 600 pessoas se reuniram no evento em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Orlando, na noite desta terça-feira (31). Irônico, ele disse que não falaria nada polêmico.

“A imprensa está aqui esperando uma pequena frase minha para fazer um tumulto amanhã, mas não terá esse prazer.”

 

Logo em seguida, criticou o início do governo Lula (PT).

“Pode ter certeza, em pouco tempo teremos notícias. Por si só, se esse governo continuar na linha que demonstrou nesses primeiros 30 dias, não vai durar muito tempo”

 

Num restaurante na Internacional Drive, área turística da cidade, os simpatizantes que desembolsaram 10 ou 50 dólares (cerca de R$ 50 ou R$ 250), dependendo da proximidade com relação ao palco, ouviram o primeiro discurso do político em um evento público desde que ele viajou aos Estados Unidos, em 30 de dezembro.

Depois da execução do hino nacional, de orações ministradas por pastores evangélicos da cidade e de apresentações de cantores gospel, Bolsonaro discursou por 20 minutos. 

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Falou sobre diversos assuntos, como a importância de elegerem Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado. Segundo Bolsonaro, a vitória de seu aliado é importante para manter o equilíbrio político em Brasília. A disputa é com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que é apoiado pela base governista.

“Amanhã é um dia importantíssimo para todos nós brasileiros, a eleição da mesa do Senado Federal, que representa para nós, de acordo com a chapa vencedora, a volta à normalidade, uma certa pacificação”

 

Na segunda fileira da plateia estavam o blogueiro Allan dos Santos — considerado foragido da Justiça desde que foi ordenada a sua prisão preventiva em 2021 — e o jornalista Paulo Figueiredo, neto de João Figueiredo, último presidente da ditadura militar.

No final do discurso, ao responder a uma pergunta sobre as próximas eleições, o ex-presidente disse que não morreu para a política.

“UOL”

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