O voucher para motoristas terá um custo de R$ 5,4 bi até o final do ano; já o incremento do programa social do governo terá impacto de R$ 21 bilhões
Bezerra confirma vale-diesel de R$ 1 mil para caminhoneiros e Auxílio Brasil de R$ 600
POLÍTICA
O relator da nova PEC dos Combustíveis, Fernando Bezerra (MDB-PE), disse há pouco que vai apresentar o seu relatório na CCJ do Senado na próxima segunda-feira. Em plenário, o projeto pode ser apreciado na terça.
O parlamentar confirmou que no texto constará a concessão de um vale-diesel de R$ 1 mil para 900 mil caminhoneiros autônomos e o aumento do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600.
Segundo Bezerra, a ideia é destinar os R$ 22 bilhões que seriam utilizados para compensar estados e municípios por perdas decorrentes da desoneração do ICMS para bancar os dois benefícios.
“O projeto [de redução do ICMS] ainda não produziu os efeitos que dele se espera. Após a sanção, a gente percebeu pelas iniciativas, que já estão formalizadas por parte dos estados, que eles se colocaram contrários à redução tributária, havendo iniciado ações de judicialização da matéria”, afirmou Bezerra.
O vale-diesel de R$ 1 mil terá um custo de R$ 5,4 bi até o final do ano. O aumento do Auxílio Brasil terá impacto de R$ 21 bilhões.
Bezerra informou que o aumento do Auxílio Brasil não seria configurado como crime eleitoral, pois já é um programa que já existe. Em relação ao voucher para caminhoneiros, o governo federal estuda decretar estado de emergência para fugir de qualquer implicação junto ao TSE.
“O Antagonista”
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

